É verdade e ninguém pode negar: se Mário Celso Petráglia perdesse tudo o que ganhou na vida (e não foi pouco), ainda assim sobreviveria em alto nível. Como diretor de marketing de clube de futebol não tem nada comparável.

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Vejam só se eu não tenho razão. Sob críticas da torcida pelo fracasso técnico, provocado por sócios ao ponto de tornar objeto de causa judicial uma simples assembleia, e gerar desconfiança sobre a dívida que onera com hipoteca e penhora o patrimônio do clube pela construção da Baixada, Mário Celso Petraglia consegue colocar o Atlético na linha de frente.

O clube receberá, hoje, o holandês Seedorf. Excepcional meio campo de Real Madrid e Milan, titular de uma década da Holanda, e que encerrou a carreira no Botafogo, vem para conhecer a Baixada e o CT do Caju. Esse é o expediente que Petraglia usa (e com razão) para tentar sensibilizar nomes famosos para aceitar um contrato com o Atlético.

O dono do Furacão nem sabe qual é a filosofia de Seedorf como treinador. Talvez nem tenha, ainda, essa filosofia. Pois as suas passagens pelo Milan e pelo futebol chinês foram rápidas, sendo dispensado por fracassos próprios de alguém inexperiente para o cargo.

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Mas, o que Petraglia quer é movimentar a opinião pública. E mais do que para benefício imediato para o Atlético, quer mesmo é colocar em destaque a sua figura de cartola. São passagens como essas, que provam que Petraglia acha que é maior que o Furacão.

Não sou contra a contratação de uma celebridade. Sou contra aventuras. Se Petraglia quer realmente contratar um nome internacional, então que traga Leonardo, que tem experiência de treinador e de administrador de futebol.

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Sobre a entrevista do doutor na Transamérica, escreverei segunda-feira. Mas já adianto que foi uma diversão.

Posse

Se um Oficial de Justiça não aparecer de surpresa, o doutor Samir Namur irá receber formalmente a presidência do Coritiba. A posse dará continuidade a administração atual, na medida que Samir foi presidente do Conselho Deliberativo, apoiando todos os atos da diretoria que rebaixou o clube.

Aliás, ele próprio demonstra a preocupação de não fazer críticas a dívida de 200 milhões de reais e ao rebaixamento do clube. Se assumir (estou desconfiado de que haverá uma surpresa), Samir não poderá usar a atual situação do Coritiba para justificar um eventual fracasso na sua administração. Afinal, é apenas uma continuidade.