Pelos estatutos do Athletico, terá que ocorrer, em dezembro, a eleição para os Conselhos Deliberativo e Administrativo. Bem por isso, essa ordem jurídica, determina que um mês antes, os candidatos formalizem a pretensão em participar. Esse fato sempre importante na vida de um clube, se está sendo tratado, há muitas reservas em razão da enfermidade de Mario Celso Petraglia, o senhor do clube.
A última vez que eu falei com Petraglia, em um ambiente sem emoção, foi em uma audiência no Juizado Criminal de Santa Felicidade. Ele afirmou que tinha a intenção de unir todos os atleticanos. Ele é consciente de que o seu cerco atual é de submissos por incompetência e dependência financeira do clube.
O silêncio significa respeito? Para respeitar o estado de saúde de Petraglia, os atleticanos não precisam fazer um voto de silêncio. Uma posição não significa traição ou oportunismo, porque, o Athletico não pode estender ao infinito, a dependência atual que tem do seu único dirigente atual.
Não se pode, também, esperar por Petraglia só em respeito à figura do dirigente. Mais importante que esse, é a do ser humano. E é razoável esperar, que ao voltar para casa, entre outras imposições médicas, Petraglia não poderá se entregar ao Furacão como fez até agora.
A verdade é que o silêncio de todos está provocando ansiedade e dúvidas nos atleticanos, materializada nesse voto de silêncio. Se a questão é respeito, então, sugiro, que se reúna o Conselho Deliberativo, para transferir o prazo do ato de registro para dezembro e de eleição para janeiro de 2020.
Até dezembro, o Athletico tem duas coisas importantes para resolver: a renegociação com a Paraná Fomento da dívida para construção da Baixada, que está para ser formalizada. E a renovação do contrato do treinador Tiago Nunes, que como todos os profissionais no CT do Caju, só deve confiar em Petraglia.
