Se não fosse a despedida de Alex (e só seria a de Alex em razão da falta de ídolos) estaríamos mergulhados num pote cheio de melancolia.
O Atlético, não obstante ser obrigado pelo presidente Petraglia de ser responsável solidário em uma dívida de 400 milhões de reais, não consegue terminar a Baixada. Seu futebol vai continuar vivendo das promessas, que por serem falsas, logo se transformam em mentiras. Um dia promete-se um futebol competitivo, e no outro se anuncia um sub-23 para disputar o Estadual, que a torcida está saudosa de ganhar.
Do Coritiba nem deveria escrever: há dois anos, tenta esconder a sua vida errante com a imagem de Alex. E nem isso conseguiu porque quase foi rebaixado. Mas, foi o bastante para cair no desespero, ao ponto de transformar em tábua de salvação um segmento, que tem Pedroso e Griebeler.
Do Paraná não tem o que escrever. Não se deve escrever nada de quem já perdeu o orgulho próprio, obrigando-se a engolir o idealismo de Ricardinho, cuja bandeira sempre é o interesse de ter uma vantagem profissional.
São esses os temas que nos restam até o final do ano.
Teto retrátil
Já escrevi aqui que o Atlético deve seguir a orientação da empresa Lanik para concluir a instalação do teto retrátil. Mas um fato começou a me chamar a atenção: por que o clube não dá a sua versão pelo site oficial? A ideia que se cria a cada dia, em razão das entrevistas dos espanhóis, é que o Atlético está indiferente à segurança da obra, agindo com irresponsabilidade.
De repente, o clube dá as suas razões, autorizando a se concluir que do outro lado há mais interesse financeiro do que qualquer outra coisa. Os espanhóis para fazer negócios, também, não dizem amém.