Atração fatal

O presidente Namur, do Coritiba, incomodado com a nota que essa coluna escreveu ontem sobre a permanência do técnico Tcheco, mandou uma cartinha para os sócios do Coritiba. Pedindo para que “não joguem a toalha”, indicou três motivos: 1) Todas as obrigações estão em dia; 2)A recente contratação de Paulo Pelaipe para a direção de futebol traz uma voz de experiência para o departamento, necessária nesse momento importante; 3) A liderança exercida sobre o grupo pelo técnico Tcheco proporciona a certeza de que os atletas também jogarão pelo comandante.

O primeiro erro foi o destinatário. Um grupo de sócios não representa o tamanho de uma torcida. Mas o grande erro é pregar a salvação “pela liderança de Tcheco”, e que, por isso “os atletas também jogarão pelo comandante”. Só que para jogar pelo técnico, é preciso ter um grande técnico e saber jogar.

Há “paixões” perigosas, sem dúvida.

Ou não tenho razão?

Vejam só a que situação o Atlético voltou. Perder dois jogos, para o Palmeiras, em São Paulo, e o Galo, em Belo Horizonte, é absolutamente normal. Em condições normais, era possível superar imediatamente a perda. Mas nesta quinta-feira (13) à noite, o Furacão não poderá perder em Chapecó e, depois, terá que obrigatoriamente ganhar do Fluminense e do Paraná, na Baixada.

Essa imposição não seria necessária, se não fosse a “paixão” tresloucada de Mário Celso Petraglia pelo ex-treinador Fernando Diniz. Tornou-se quase uma tarefa para psicólogo. O Atlético só perdia e cada vez acelerava a queda na classificação. E, no entanto, o senhor do clube, desafiando números e a torcida, o protegia. “Fica, nem que o clube vá para a segunda divisão”, garantia. Uma paixão de louco, diria Rui Barbosa.

Taxa salgada

Os sindicatos de jogadores de futebol estão cobrando a taxa de 10% do valor total sobre o crédito originário de lei de Direito de Arena. Primeiro, não entendo razão desse dinheiro ter que ser arrecadado pelos sindicatos e só depois ser remetido aos jogadores. E não entendo, muito menos, que um simples repassador cobre o valor correspondente a 10%, de um dinheiro pago amistosamente e em razão da lei.

Desculpe, mas para onde vão esses 10%?

Ah! Sim.

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