As guerras chegam sem esperar. No entanto, elas têm que ser enfrentadas e não podem demorar muito.
O do Atlético não é um caso de guerra, mesmo porque o lado atacado só tem verdade, ética e o amor pelo clube como defesa. Mas o conteúdo da lição de Churchill veste como uma luva: Marcos Malucelli, mesmo que contrariando toda a sua natureza pessoal de conciliador, foi obrigado a interromper a escalada que Mário Celso Petraglia já iniciava para constrangê-lo na presidência do Atlético.
E não pensem que a causa motivadora dessa reação foi a dívida deixada por Petraglia, de R$ 25 milhões. Tampouco, a causa foi eventual descumprimento de “compromisso de campanha”, por parte de Malucelli. Nem poderia ter, pois o Atlético é um clube de futebol, que não pode abrigar interesses individuais de homens, mas o interesse único que é a torcida.
Malucelli poderia compor nos bastidores, transigir e acalmar Petraglia, dando-lhe algum doce que parecia ter perdido. No entanto, não é da sua natureza pessoal e profissional transigir com situações que exigem uma interpretação sobre ética. O que é ético para Malucelli o é, sem interpretação.
Petraglia queria que Geara convocasse o conselho para propor a queda desta diretoria. Um dos motivos: a volta de Edílson Thielle. Neste momento, ele mostrou as suas intenções: continuar mandando no clube.
Mário já arquitetava planos para a sua volta. Convidou a turma da Fanáticos, de colaborares do Furacão.com, e de outros sites não oficiais, para jantar em sua residência. Tentou usar alguns pelegos para começar a minar essa diretoria.
Quando a pessoa descontrola-se, comete grandes equívocos. Petraglia cometeu um: bateu de frente com pessoas que, por coincidência, são sérios e atleticanas. Não existem só atleticanos.