Um Athletico com tédio empata em Salvador. E o Coritiba, em desespero, não pode perder no Couto

Lance da partida entre Athletico e Vitória, em Salvador, Bahia. Foto: Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br
Lance da partida entre Athletico e Vitória, em Salvador, Bahia. Foto: Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br

À essa altura do Brasileirão, já não se pode mais exigir de um time, além dos seus limites. Até o cronista, às vezes, já parece exausto, explicando-se aí, a repetição de algumas teses para explicar um ou outro jogo.

O Athletico é um exemplo. No máximo, o seu time só em razão do excepcional comando do treinador Odair Hellmann, consegue buscar o equilíbrio em um jogo e alcançar um resultado que acaba no final sendo-lhe conveniente.

Quando o jogo de Salvador contra o Vitória terminou, o empate a um gol ficou com um gosto agridoce. É que contra os baianos sofríveis, o Furacão parecia, às vezes, até com tédio. A sua maior virtude tática que é a pressão para recuperar a bola no campo adversário, não ocorreu. Da mesma forma natural que marcou o seu gol com Gilberto
(1×0), aceitou como natural nova falha aérea da zaga e o imediato gol de empate do Vitória (1×1).

E, assim, mais uma vez a bola não chegou a Viveiros. Nem lançada e nem de sobra. O artilheiro cansou antes do final, apenas por trombar e segurar os baianos no peito.

E vejam vocês o que é um resultado de conveniência à essa altura do campeonato. Logo depois, à noite, o Fluminense, um dos concorrentes do Athletico à vaga direta na Libertadores, perdeu onde todos ganham, em Chapecó (2×1). Se já não fosse o bastante, o Bahia, outro concorrente, empatou com o Santos (1×1). Então, o empate (1×1) em Salvador, acabou sendo um bom resultado, mantendo-se entre os quatro primeiros, absorveu toda a teoria de tédio, cansaço e limites. Até o cronista voltou a ficar animado.

Coritiba x Grêmio = desespero

O Internacional ganhou do Botafogo (3×0) e bateu nos 35 pontos ganhos. O Mirassol empatou com o São Paulo, e foi aos 37. O Vasco ganhou do Corinthians (3×2) e chegou aos 38 pontos.

Isso quer dizer o seguinte: o Coritiba não pode perder para o Grêmio nessa segunda feira, no Couto Pereira. Com 39 pontos, o que é apenas um sentimento de preocupação, passará a ser definitivamente um fato, que é a luta contra o rebaixamento.

Os coxas estão perguntando porque não se parte do princípio de que a vitória irá dar uma solução provisória contra o fato. É que jogando mal a tempo, não há teoria que sustente uma previsão otimista.

Há uma teoria no futebol criada pelo saudoso Otacílio Gonçalves que cai bem para o Coritiba: se não for possível ganhar, empate.

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