Astros silenciosos

Não canso de criticar o futebol do Atlético e apontar o motivo principal: certo na sua integral profissionalização, escorrega na execução das idéias e dos projetos por absoluta falta de profissionais cuja cultura foi forjada dentro do próprio futebol. A falta de revelação de bons jogadores, que implica em dificultar a reposição de jogadores que necessariamente têm que ser negociados para reverter a favor do patrimônio, é a prova objetiva dessa carência profissional.

No entanto, segmentos existem, que o justo exige separá-los. E, é aí que se destacam naturalmente, e em silêncio, dois dos maiores executivos que existem no setor administrativo do futebol brasileiro. O nome da diretora financeira Maria Aparecida aparece uma vez por ano no jornal. É todo o mês de abril, quando assina o balanço anual do Atlético. Já estava lá quando houve a revolução de 1995. Atualmente, administra as finanças de um clube que exibe um lucro líquido de 25 milhões de reais. Mas já se submeteu a sacrifícios, como ocorre com todo o profissional que absorve a vida de uma empresa como se fosse um pedaço da sua. Por isso, Maria não é importante só por ser Maria. Mas, porque já foi mais do que uma mortal Maria. Fez milagres.

O outro é Mauro Holzmann. A sua importância está exatamente em uma idéia contraditória: sem ele o marketing do Atlético seria vazio. Executivos de marketing existem muitos, mas, nenhum deles atenderia as exigências que o Atlético reclamou a partir da sua proposta de expansão.

Mais importante do que criar foi executar: a cessão do nome da Arena para Kyocera, a comercialização dos setores internos da Arena, e agora a espetacular parceria com a Sky, que irá ambientar por televisão todas as imagens colhidas no campo, mostram o brilhantismo de Holzmann.

Convocação

Uma das dúvidas de Carlos Alberto Parreira estaria entre Alex e Ricardinho. Por isso, o ex-jogador do Paraná preferiu manter fresca a memória do treinador: recusou proposta do futebol árabe para se exibir pelo Corinthians para Parreira.

No entanto, Alex teria ganho a preferência mesmo ficando às escondidas na Turquia. Parreira e não-especificamente por essa dúvida confessou a amigos de que o seu convencimento parte de observação de origem e não só atual. Nada mais justo. E no caso de Alex não é somente pela idéia atual, mas pela própria execução da história.

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