Em Salvador, Atlético 1 x 1 Bahia. Mas bem que o Furacão poderia ter ganhado. Bem organizado por Adilson Batista, finalmente ganhou uma forma de time. Avançando a zaga, agrupando-a com o meio-campo, possibilitou a Guerrón uma chance perdida no começo, e a outra que marcou ainda no primeiro tempo.
Mas nenhum time, por melhor que esteja colocado em campo, fica impune perdendo durante a partida os três jogadores de meio campo. Para quem havia perdido Kleberson por contusão, depois Madson por cansaço e Deivid por exaurir-se na marcação, o limite seria o empate. Sem reposição, depois de 17 contratações, o Atlético teve que terminar o jogo com Gabriel, Robston (é horroso), Fransérgio e Gabriel Pimba no meio.
Aí, o empate já lhe caia bem.
Na Arena da Baixada, em condições normais, o Atlético não terá nenhum trauma para seguir em frente na Copa do Brasil. Rafael Santos foi o melhor do time.
Risco zero
Futebol não tem lógica, é o principio, que embora caduco pela prevalência física sobre a técnica, usa-se para explicar surpresas que ocorrem. Mas, às vezes, esse princípio, além de velho, torna-se insignificante diante da obrigação absoluta de vencer. É o caso do Coritiba contra o Caxias.
Não há como tratar a disputa como uma qualquer, e que, por isso, nada irá surpreender. É que de um lado está o Coritiba: time de 1.ª divisão nacional, com a mão na taça estadual, com uma média salarial que bate nos 60 mil reais. Do outro, o Caxias: já eliminado como 7.º do gaúcho, time de terceira divisão nacional, de média salarial de dois mínimos. Do passado, restou a beleza da camisa grená.
Um jogo ambientado nestas circunstâncias faz o futebol obrigatoriamente ter lógica. Ainda mais, que o meia Marcos Aurélio volta, pois sua ausência já estava sinalizando para uma queda geral do time Coxa.
É o jogo de risco zero para o Coritiba. Mesmo com a zaga que tem.