Não é por desprezo, mas não esperei pelo jogo do Atlético contra o ASA, de Arapiraca. E não é por desconforto, porque assistir um jogo na televisão para escrever cinco ou seis linhas, é fácil como o castelo, que Toquinho construiu com cinco ou seis retas, em sua obra prima Aquarela.

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Não é desprezo, nem desconforto, é desgosto passageiro, que coincidiu com os noventa minutos de Paranaguá. Até um dia desses, eu ia à Arena da Baixada, ver o Furacão jogar e ganhar de poderosos como São Paulo, Corinthians e Flamengo. Então, não é razoável esperar por um jogo contra o ASA, de Arapiraca, com um estádio vazio em Paranaguá, às 10 da noite.

O que escreveria sobre uma vitória, que presumo tenha ocorrido? Para quem tem noção do que significa o Atlético, uma vitória contra o ASA tem que ser esquecida.

O que escreveria sobre um fracasso?

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Que meu time um dia não ganhou do ASA, de Arapiraca, um jogo quase de madrugada, em Paranaguá?

O leitor que não me negue razão.

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Romantismo

Era criança, morava em Guarapuava, e ouvia Pedro Luiz narrar pela Rádio Bandeirantes, os dribles de Garrincha para os gols de Vavá, Pelé e Zagallo, ou Edson Leite anunciar: placar na Suécia, Brasil 5 Suécia 2.

Ainda criança, em Guarapuava, foram essas as lembranças que carrego do primeiro título mundial do Brasil.

O jogo de hoje em Estocolmo estará carregado de romantismo até a bola começar a rolar. Depois, as comparações serão inevitáveis: Oscar com Didi, Ramirez com Garrincha, Rafael com Djalma Santos, Marcelo com Nilton Santos, Paulinho com Zito.

É quando uma geração de torcedores tem o direito de chorar de saudades.