O Coritiba está melhor do que o Atlético, não se duvida.
Não se trata de uma conclusão teórica, como a visão no sentido técnico; mas, uma conclusão prática, como é toda aquela que decorre de números.
Estar três pontos na frente do rival não é razoável atribuir superioridade, por que, então, a solução poderia se esgotar no jogo em si. Mas cinco pontos de vantagem, de seis a serem disputados, é uma situação que não recomenda defesa de teorias.
E há outras circunstâncias.
O jogo será no Couto Pereira, lotado de coxas; o Coritiba joga só pelo empate para ganhar o turno do campeonato, o que implica em benefício tático e emocional. Esses fatos já eram notórios. Era o que bastava para justificar a forma direta do favoritismo coxa.
Só que a eles foi acrescentado um outro pela Federação Paranaense de Futebol, que pode ser determinante: Heber Roberto Lopes será o arbitro.
A sua simples presença torna-se temerária, na medida em que, em Atletibas anteriores, o direito de errar, que é inerente ao ser humano, foi exercido contra o Atlético.
A questão não reclama o erro intencional. Mais grave do erro voluntário, pois esse pode ser prevenido, é o erro técnico, por que acomodado nos direitos do ser humano, pode estar amparando coincidências que beneficie um ou o outro.
Se o Atletiba já é ambientado por um clima tenso por sua natureza, a presença de Heber pode criar um estado temerário.
A dúvida é por que foi indicado?
Se é o melhor, o futebol paranaense está mal.