Aparência

Quando o ano começou, tínhamos alguma escolha: Diego, Marcão, Fernandinho, Denis Marques, e a esperança da breve volta de Dagoberto.

Denis e Fernandinho, por diferentes motivos, não puderam mais jogar, e a volta de Dagoberto deixou de ser breve, e agora, já não se sabe mais quando irá ocorrer. Restaram Diego e Marcão. Diego é inconstante e Marcão preferiu a esteira de Cocito e Baloy. Como os dois, anda de mal a pior.

O resultado de uma falta de planejamento é este: sem nenhuma estrutura tática, as falhas individuais que poderiam ser limitadas, passam a multiplicar-se. Pode ser um engano, mas hoje se analisa o time do Atlético como se fosse ruim da cabeça aos pés. São o cansaço e a exaustão que os erros levam a provocar o pessimismo de uma análise seja da crítica, seja do torcedor.

Mas será que não é possível ver nada de bom nesse time?

O problema é que, ao criticar a falta de bons jogadores, dá-se folga para o treinador, afastando-o de qualquer responsabilidade por fracassos. A verdade é que não existem grandes times no futebol brasileiro. O que existem são alguns times (São Paulo, Santos e Corinthians) com alguns grandes jogadores. No entanto, à exceção do Santos que tem Robinho, esses poucos times ganham muito mais em razão do trabalho básico do dia-a-dia, que compensa as suas deficiências individuais. E aí entra como mandamento a ação do técnico.

Vamos admitir que logo voltem Denis Marques, Fernandinho e Dagoberto; e a eles se juntem o excelente Evandro e mais três ou quatro reforços prometidos.

A solução será imediata?

Embora os reforços sejam necessários e urgentes, é preciso que o Atlético ganhe o mínimo de vida no Campeonato Brasileiro. E aí entra Antônio Lopes, que não foi contratado para dirigir um grande time, mas para dirigir um time e salvá-lo.

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