O tempo pode jogar fora ou branquear nossos cabelos e diminuir nossas forças. Mas não muda nossos princípios. Daí a grande esperança de ver um novo Atlético a partir de domingo contra o Flamengo na Arena. Se quando era mais jovem e, em tese, precisava manter o emprego, não seria agora que Evaristo iria mudar a sua proposta tática para um time: o equilíbrio entre as funções de defender, marcar e desarmar não significa de que vá inibir o ataque. Os times de Evaristo sempre atacaram, filosofia adquirida em razão da sua própria origem no futebol como atacante.

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A volta de Evaristo coincide com as voltas de Dagoberto e Aloísio, o que vai implicar na ascensão de Dênis Marques. Então, além de querer que o Atlético ataque, Evaristo vai poder fazê-lo atacar. E não existe alternativa para quem precisa ganhar.

Surpresa

Sou surpreendido no telefone pelo Professor Miranda, querendo comunicar-me que é candidato à reeleição do Paraná. Dei-lhe parabéns, incentivo e o exalto publicamente. Só não entendi por que eu, um humilde jornalista, às vezes incompreendido, deveria saber. De qualquer maneira é uma boa notícia para todos nós que ainda usamos um pouco do romantismo do ideal para conservar o futebol como valor. Idealista, Miranda está fazendo uma administração maravilhosa. Não é fácil presidir o Paraná, que não tem campo para jogar, é obrigado a negociar o sagrado direito de mando de jogo, e assim mesmo nunca saiu da faixa dos dez primeiros.

Eleição

Falando em eleição, nada vai mudar por aqui. Giovani Gionédis será aclamado presidente do Coritiba por mais dois anos e Mário Celso Petraglia vai continuar mandando como dono do Atlético. A única dúvida é saber como Petraglia vai coordenar as coisas: se mandará através de fantoches ou se mandará diretamente.

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Mário Celso não tem mais motivos pessoais, políticos ou empresariais para ficar escondido em cargo que não exige exposição. Se continuará mandando, mande direto. É mais digno.