Esteve no Parque Antartica um time chamado Clube Atlético Paranaense, que jogou como se fosse formado por anjos: harmônico, leve, parecendo voar. Perfeito: tenso, por ser sério, quando se defendeu, e cheio de belas manias com a bola e a variação tática quando atacou. Entre essas duas virtudes, aparecia a terceira, a maior delas: os meninos Otávio, Hernani e o incrivel Nikão dando aula de como defender e tocar a bola para variar o jogo.

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O Furacão foi um espetáculo não porque ganhou do Palmeiras, 1×0. Foi porque ganhou extraordinariamente bem, num ambiente hostil como é jogar contra 40 mil torcedores e contra um time cheio de poder e de soberba, como é o do Palmeiras.

Esse Atlético criado por Milton Mendes alcançou todo o seu esplendor no segundo tempo: organizando-se em silêncio para variar e fazer o jogo que cada momento exigia, foi submetendo o Palmeiras ao mais completo domínio tático e individual. Só faltava o detalhe que se sabia estava e atendia pelo nome de Walter. Com ele e por ele, o Furacão não só marcou o gol da vitória, como transformou o resto do jogo numa brincadeira. Foi quando Walter passou a fazer rodinha e a prender a bola no lado direito do seu ataque, levando os Periquitos ao estado de completa confusão, desânimo, quase à loucura.

Crise

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O Coritiba está perdendo um jogo para o Goiás, que merecia perder, mas seu amuleto Evandro não deixou: empatou no final, 1×1. E desta vez foi mais grave: à falta de capacidade de direção de Bacellar, Macias e Pier Paolo Pietruziello, que já era o bastante para levar o time para a segunda divisão, somam-se as limitações do treinador Ney Franco para fazer o time jogar. Sem pretender ser irônico, bem que os dirigentes do Coritiba poderiam aproveitar os laços de amizade com Atlético, e tomarem conselhos para tirar o time desta crise.  Petraglia gosta de ajudar os amigos.