Certa vez, o húngaro Puskas, que todo o ano é imortalizado com o gol mais bonito do ano, no “The Best” da FIFA, deixou a sua Budapeste e foi a Madrid lançar o livro de sua autobiografia. As mais diversas gerações de torcedores do Real Madrid alongaram as filas. A geração de torcedores merengues de 60 queria revê-lo; e as novas gerações, filhos e netos daqueles, queriam conhecê-lo. Depois do último autógrafo, Puskas falou: “Agora, já posso morrer”. Aos 79 anos, em novembro de 2006, Ferenc Puskas morreu.
Nós brasileiros não protegemos as lembranças dos nossos ídolos. Eles só são nossos ídolos enquanto nós servem com defesas, gols, títulos e alegrias. Essa cultura desprezível, às vezes, lembra de um gol perdido, uma defesa que era possível, um título frustrado.
Mas há, entre nós, quem, ainda, por ideal, preserva essas lembranças.
Há sete anos, os ídolos coxas Capitão Hidalgo, Claudio Marques e Sidnei Buttini mantêm uma confraria para homenagear o passado e o presente do futebol.
Na primeira segunda-feira de cada mês, jogadores, técnicos e dirigentes são homenageados. Mais do que as saudades, desperta-se o romantismo de uma época materializado por ídolos que a geração de torcedores de hoje não consegue ter. Uma geração que, talvez, não consiga ter lembranças, nem mesmo que possam ser esquecidas.
É a confraria “Amigos da Bola”.
Na próxima segunda-feira, dia 1º, haverá a festa do aniversário de sete anos, a partir das 19h30, no salão Firenze do restaurante Madalosso.
Serão homenageados Buião, que com Sicupira e Nílson Borges formou o ataque do grande time do Atlético de 1972; Mengálvio, o meia que criava para Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe no Santos dos anos 1960; Rivelino, simplesmente Roberto Rivelino; Paulo César Caju, que era a inteligência viva para jogar futebol, e jogou pelo Botafogo e pelo Brasil de 1970; e Alex, que até um dia desses era o Caju do nosso tempo.
As homenagens irão alcançar uma geração de atleticanos históricos. Foi escolhido o desembargador Renato Braga Bettega, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná. Também o imortal Ernani Buchmann, da Academia Paranaense de Letras, que foi presidente do Paraná.
Uma festa imperdível. E todos poderão ir. E devem ir. Com direito ao jantar e brindes, o ingresso custa 55 reais. Quem ligar para 99660-0230 será atendido pelo Claudio Marques, e poderá fazer a sua inscrição prévia.