O futebol paranaense vai para mais uma rodada sem poder ter grandes ambições. Talvez, embora não revelada ostensivamente, a possível grande ambição já começa a ser conquistada: os três catando pontos esporádicos afastaram-se um pouco da zona de perigo. Mas não dá para dar certeza do futuro pelo que o Coritiba não jogou em Caxias, e pelo que o Atlético poderia jogar e não conseguiu na vitória da Arena contra o frágil Botafogo.

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Às vezes acredito que o Atlético possa evoluir mais. Possa até entrar numa espiral de vitórias, o que neste campeonato não é difícil. Uma vitória em Florianópolis poderá encaminhar esse crédito. Mas continua sendo um time sem confiança, inseguro e que se expõe fácil para o adversário. Só administrou a vitória a Arena com serenidade, porque o Botafogo é limitado e jogou com medo de ser goleado.

Do Coritiba pouco a comentar. A imagem que ficou do jogo que fez em Caxias é a pior possível, talvez, envergonhando sua própria torcida. E o Paraná vai disfarçando que está bem. De repente pode surpreender e ganhar em Fortaleza.

Confesso que tem muito pouco para se esperar.

Bruxo

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O caso dos bruxos é mais emocionante, embora seja repugnante. Ontem ouvi do Dr. Octacílio, que comandou o inquérito, que existem fortes indícios de corrupção. Indícios? Talvez ele tenha sido apenas discreto para não influenciar no futuro das investigações e conclusões. O estudo sobre indícios, principalmente concorrendo a experiência, faz qualquer um concluir de que a prova é absoluta da corrupção dentro da Federação Paranaense de Futebol.

Existem dois fatos que ainda me provocam. O primeiro é sobre o Dr. Bôrtolo Escorsim, presidente do TJD que confirmou ter autorizado depósito de taxas em sua conta pessoal. Entendo que o presidente deveria se afastar desse julgamento, porque, culpado ou não, o seu comportamento deve ser esclarecido.

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O outro fato é a proteção que se faz ao presidente da entidade Onaireves Moura. Para ser investigado não precisa que alguém diga que ele participou do esquema. Não teve tempo, pois enquanto o denunciado Johelson Pissaia, seu braço direito, esquerdo, coração e alma, tratava com árbitros, Moura vendia avestruz.

Mas a responsabilidade de Moura não deve ser apurada em razão de ter ou não participado do esquema. A sua omissão por si confessada por afirmar que desconhecia tudo, foi ponto de referência para tudo o que aconteceu.

É fácil punir dois ou três árbitros como se fosse a solução.

Se Pissaia fazia era por conta própria? Moura não sabia de nada?