Já é hora de perguntar: o objetivo do Atlético é continuar administrando uma situação cômoda, como é a do sexto lugar, ou ir além? Os números provam de que o ganho em casa limita-se à obrigação e que a diferença que dá relevância está nas vitórias fora. As vitórias por evento, como a contra o Palmeiras, perdem a importância matemática se a regra for ausência de vitórias, como vem sendo.
O Furacão joga hoje à noite com o Flamengo, no Maracanã.
Um projeto ambicioso passa por um bom resultado. Em tese, necessariamente por uma vitória. Em razão das circunstâncias do jogo, a ambição poderá ser satisfeita em não perder.
Ouvi o treinador Milton Mendes dizer que pode mudar o time. Mais por gosto a colombianos e argentinos, do que convencimento aponta para Barrientos e Hernandez. Equivoca-se porque o defeito central não foi individual foi tático, pois o time se espalhou quando a sua virtude principal é a concentração em grupo no campo. A saída de Bruno Motta seria injusta. Se Mendes for humilde, e parar de sonhar com o Internacional, o Furacão pode ganhar do Flamengo.
Desespero
O Coritiba leva tudo para o campo do Couto contra o Palmeiras: suas virtudes que são poucas, seus defeitos que são muitos, a insegurança, a humilhação da lanterna e a ilusão da salvação.
Uma nova derrota, que estará dentro da regra, irá aumentar a tensão, que resultará na queda do técnico Ney Franco. Em situação até melhor, em 2009, Ney Franco teve um turno inteiro para salvar o clube do rebaixamento e não conseguiu.
Veja só que situação o Coritiba se colocou. Precisa vencer, mas uma vitória irá impedi-lo de promover as mudanças que se reclama.
De primeira: O Atlético responsabiliza o Município de Curitiba pela ação da Fomento, por aquele não ter viabilizado o pagamento das parcelas vencidas com a venda do potencial construtivo. O Atlético ganhará razão se adotar uma providência comum nesses casos em que o valor da dívida é controvertido: depositar o que entende devido. Isso mostrará que o Furacão tem boa-fé para discutir o todo da dívida.