O Atlético faz hoje 90 anos. Não é fácil torcer pelo Furacão. É como na poesia de Fernando Pessoa: “o amor quando se revela não se sabe revelar. Sabe bem olhar p”ra ela, mas não lhe sabe falar.”

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Por ele a gente embaralha sentimentos, levando-os a conflitos, só acalmando-os quando são apartados pelo coração. Às vezes, essa paixão é tão egoísta que é capaz de informar que sem o Atlético, o futebol seria insuportável.

Não é fácil torcer pelo Furacão. É tão intenso que para vivê-la é preciso ter várias almas, e renová-las todos os dias. Eis uma missão nobre e que não cansa.

O Atlético faz 90 anos. Imenso, tornou-se tão grande que é o único que pode marcar na folhinha o encontro com o futuro. Sábado, dia 29, agora.

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O Atlético faz 90 anos como o maior.

Lembro-me do arremate poético de Fernando Pessoa, e lhes digo: “O mais é nada”.

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Com esses sentimentos à flor da pele, o Atlético joga à noite na “sua Vila”, contra o poderoso argentino Vélez. Joga como líder um jogo em que a vitória possível, pode lhe antecipar o futuro na Libertadores.

A volta de Marcelo lhe dá conteúdo tático e ofensivo. Por ter que fazer um jogo de cautela, a bola em contra-ataque se torna mortal com Marcelo em campo.

E bem que o técnico Ángel Portugal poderia ter um rasgo de lucidez e lembrar o que Marcos Guilherme anda fazendo nas tardes de domingo. Em um jogo de contra-ataque esse menino ao lado de Marcelo, tornaria a vitória mais do que possível, um fato previsível.