Alma grande

Foi um clamor entre os Coxas, para que o Coritiba não emprestasse o Couto Pereira ao Atlético. Mais do que por qualquer outro, o motivo central foi o esvaziamento técnico do Furacão. É que em uma Segundona nacional, os fatores campo e torcida intervêm como decisivos.

Não só havia razão pelo legítimo exercicio do direito de propriedade, como existia lógica: obrigado a jogar fora de Curitiba, o Atlético não conseguiu vencer as suas deficiências técnicas. Não é por coincidência, que após sair de Paranaguá, o time deu um salto na tabela e está próximo do grupo de acesso.

E isso só está se tornando possível, porque a vida é carregada de surpresas. Nessas escondem-se, também, paradoxos. Foram os Coxas Joel Malucelli e Juarez Malucelli que estenderam a mão ao Atlético.

O estádio, que eu prefiro chamar de Janguitão, em tarde de sol, e tomado pela torcida do Atlético, com a estampa viva do Parque Barigui, se torna o maior e mais belo estádio do Brasil. A grandeza do Janguitão não está no tamanho físico, mas no significado do nome de Janguito. A beleza não se limita à paisagem, mas ao gesto de Joel e Juarez. Grande e belo, que lembra Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”

Na Europa

A Rede Globo já confirmou que a partir de 2013, com a inauguração dos estádios para a Copa do Mundo de 2014, passará a divulgar os nomes dos patrocinadores (naming rights). Por isso, sem anunciar a viagem e confirmar o motivo, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, viajou à Europa. O motivo: encaminhar formalmente as negociações para a cessão de direitos do nome da Baixada. Será um dinheiro não inferior a 100 milhões de reais por um determinado prazo não superior a dez anos. A Globo, claro, tratando-se de uma parceria comercial, participará do benefício. Não se surpreendam se na programação de inauguração da Baixada entrar uma luta de Anderson Silva, pelo UFC.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google