Conheço muitos, mas são tantos, que são poucos. Mas é certo que para todos o Atlético é a coisa mais dramática da alma. Tudo nele é imenso. Sem melancolia e tédio em volta dessa alma, os sentimentos que dela explodem, são valores que se dobram. Há sempre um fato místico a provocá-lo. Por isso, é incompreensível.

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Hoje, o Atlético faz aniversário: 87 anos. Nada mudou desde aquele 26 de março de 1924. A Arena da Baixada, por ser majestosa e soberba, nem por isso é mais bela do que aquele que parecia um campinho de várzea. O vermelho e pretos foscos e naturais, que eram impressos em camisa de pano que parecia surrado, não eram menos apaixonantes do que esses atuais vermelho e preto, que mudam de tom de acordo com o preço. É que o tempo pode dar às coisas uma estatura burguesa e mercantil, menos à alma, se é atleticana.

Rodada

Coritiba e Iraty fazem hoje, em Irati, o jogo mais importante da rodada. Não é só pelo fato de os Coxas serem líderes. É que a superioridade é tão grande, que a questão deixou de ser técnica, para ser apenas de tempo.

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O Iraty é um que não integra a lista de freguesia do líder. Ao contrário, nos últimos anos tem lhe atravessado o caminho. E em Irati pode-se ganhar, mas nunca se ganha na véspera, como os Coxas estão ganhando, tamanha a diferença com os outros.

Pode ser dado em Irati um sopro de vida para o Atlético. Resta saber se o Furacão amanhã não esvaziará essa ilusão. Com o time de Geninho, tudo pode acontecer. O Atlético deve ganhar. Deve até golear. Mas isso não irá autorizar o treinador dizer que o time está evoluindo. O Cascavel já é um time de Segunda Divisão estadual.

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