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Irei torcer pelos coxas contra o Flamengo, no Maracanã. E torcerei no próximo, e ao seguinte do próximo. E torcerei até o final. Quero que ganhe todas, e que assim, sempre conserve esperança de ganhar uma vaga na Libertadores. Não é ironia, não é falsa imparcialidade.

Da forma como as coisas andam, entre tanta ajuda que o Atlético precisa, está a dos coxas. Só ganhando hoje do Flamengo, ele vai alimentar aquilo que já não sei mais se é esperança ou ilusão. Seja o que for, quando cruzar com Vasco, Náutico e Ipatinga, terá que vencer para manter aquilo que será mais um resto de ilusão do que esperança.

O futebol tem dessas coisas. Provoca, às vezes, tanta extravagância, que obriga a renunciar certos sentimentos. A falsidade no futebol, às vezes, faz bem para o coração. Será que adianta torcer pelos coxas? Fico na espreita, desconfiado. Pergunto no sentido técnico, o jogo que pode fazer e a sua reação a essa fase de insegurança, que, permitam dizer, se assemelha à decadência de quem chega no limite.

Respiro largamente e digo: adianta torcer. Os melhores jogos do Coritiba neste campeonato foram os que ele ficou à espera do adversário, curioso à procura de uma bola para roubar, e aí jogando essa bola para Keirrison.

E contra o Flamengo, no Maracanã, isso, além de ser possível, se houver tranqüilidade, será previsível. É isso aí. Às vezes, a gente tem os seus repentes, à procura de um alívio doloroso, diria Eça de Queiroz.

Nobre escolha

Não me lembro se o conheço pessoalmente. Mas, talvez, nem seja preciso, do que dele ouvi falar e do que li em suas petições pela Universidade Federal do Paraná. Grandioso como pessoa, magnífico como jurista, Benedito Gomes Barbosa, que deverá ser eleito presidente do Conselho Deliberativo do Paraná. É daqueles que a presença engrandece a instituição.

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