A Copa do Mundo, que já ambienta o Brasil, não me sensibiliza. No máximo, pode despertar curiosidade. Não sou daqueles de calçar chuteiras, como ensinava Nelson Rodrigues, e de colocar o amarelo na janela como prega Felipão.

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A Copa é um torneio que a Fifa transformou na reunião dos gângsteres, que criam artifícios para usá-los na subtração de dinheiro público e para satisfazer seus ilícitos interesses. No Brasil, não ficará nada como legado para o povo. Nem mesmo os estádios, que já estão sendo, e por muito tempo serão explorados por particulares, taxando o torcedor.

Meu gosto pelo futebol ainda é alimentado pela paixão. Apesar de saber como tudo ocorre, e porque ocorre ainda, me deixo levar pela ilusão de uma vitória e pela mágoa de um título perdido.

Atlético e Coritiba não jogam a vida neste domingo. E não jogam só o último jogo do campeonato, mas o futuro próximo. Apesar da queda técnica e física, o Atlético ainda deve ter forças para, no mínimo, conseguir um empate para ir a Libertadores. Já o Coritiba joga contra o São Paulo, em Itu, carregado de incertezas. Principal delas é o fato de que só a vitória lhe deixa na Primeira Divisão sem precisar de outros. Mas pode ser um jogo histórico, com os Coxas ganhando aquela partida que pode ser a despedida de Alex do Alto da Glória.

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Servidão

O tratamento que o Paraná dá às suas categorias de base, não pagando os jovens há cinco meses, e ao mesmo tempo mantendo-os obrigados por um contrato de trabalho, tem as características de uma escravidão. E não se trata de atraso circunstancial, mas contumaz. A Procuradoria do Trabalho deveria intervir. Não responsabilizando a instituição, mas os seus dirigentes, inclusive, criminalmente. 

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