Provocam-me os leitores. Reclamam que ando escrevendo pouco do Atlético, e nada do Coritiba. E que para eles não importa coisas dos outros, como a de Ronaldinho Gaúcho. Sou tratado como colunista da aldeia.

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Nem por isso me sinto pequeno. Ao contrário, o leitor está certo, como estava certo Fernando Pessoa quando fez uma poesia sobre o rio da sua aldeia: “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia/ Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”.

O campeonato da aldeia vai começar como das outras vezes começou: jogos esvaziados, sem brilho técnico e sem público. É que a final deve seguir o único roteiro que nos encanta na aldeia: um Atletiba.

E não é por causa da tradição ou da história. Há anos, Atlético e Coritiba nunca se prepararam para um estadual como para esse 2011. O Atlético, por que descartou quem podia – Neto, Rodholfo e Márcio Azevedo – e quem deveria: Chico e Netinho.

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Devolveu à torcida, um Lucas, que embora envelhecido (dez anos são dez anos), mas em forma, fará com Guerrón um contra-ataque mortal. Trouxe Madson, a melhor contratação de todos no campeonato, que não só será importante sozinho, como vai descarregar um pouco a responsabilidade de Paulo Baier.

O Coritiba parece ser mais humilde, mas não foi. Manteve o aspecto mais importante do atual futebol: a base bem sustentada por Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha, Marcos Aurélio e Leonardo. Todos brilhantes tecnicamente e já projetados em um sistema. A dúvida dos dois está exatamente onde deveria estar a única certeza: Sérgio Soares e Marcelo Oliveira – os treinadores – vão vestir uma camisa justa demais.

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Depois de Atlético e Coritiba, mas bem depois, o Corinthians Paranaense. Recuperou os emprestados, enxertou com alguns experientes e fez subir alguns jovens. E seu treinador é matreiro.

O Paraná começa com a camisa, que pela situação já é uma grande coisa, e a banda do interior viverá da superação, que em um campeonato de dois turnos, é curta.