Os atleticanos estão se unindo para apoiar Marcos Malucelli no comando do futebol. Nada mais justo, pois o espírito de renúncia de Marcos revela um ideal pouco comum no dirigente de hoje. O único fragmento dessa união atleticana está na campanha da Transamérica, através de Airton Cordeiro, que indo além do direito à liberdade de opinião, tratou Marcos como preposto de Petraglia, sem saber, pessoalmente, de quem se trata. A união em torno de Marcos não é gratuita, é centrada em atributos pessoais, e da tradição de sua família, inclusive na história do Atlético.

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A Rádio Transamérica faz uma campanha contra o Atlético: usa o pretexto de exercer a liberdade de opinião para alcançar objetivos, que é afastar Petraglia, que, com razão, mandou discutir em juízo a legalidade da cobrança das transmissões esportivas. Pois continuo achando que é uma taxa legal. A suposta oposição de Nelson Justus contra Petraglia, se existia, estava guardada com o suposto opositor. Mas a rádio a trouxe à público por outros motivos. O uso de um direito para alcançar outros objetivos, está definido na lei: é abuso de direito.

Não foi o pronunciamento de Justus que estimulou a mudança no comando do futebol atleticano. Ele deu a infeliz entrevista na quinta-feira, e tudo ocorreu na quarta, após o jogo em Goiânia. E já era para ser bem antes, pois Petraglia já havia liberado o cargo e a mudança só não ocorreu porque Marcos Malucelli não havia aceitado.

Se a forma de comandar usada por Petraglia tornou-se um equívoco nos últimos anos, o que entendo que sim, é da intimidade do clube, e é ali que deve ser discutida. Ainda mais da forma como se faz o rádio em Curitiba, em que a referência está na omissão, por medo, ou na manifestação, por conveniência.

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Os problemas do Atlético se resolvem com Petraglia lá dentro. Basta que os atleticanos queiram e não se escondam.