Quando entrou, parecia bamba. A impressão foi a de que tudo era estranho: o campo, o ambiente e até a bola. Só deu tempo para correr atrás de uma bola perdida. Foi assim, que domingo no Mineirão, Adriano voltou a jogar pelo Atlético.

Agora que voltou, surge uma provocação: Adriano pode escolher qualquer camisa para jogar no meio-de-campo? Ainda não, porque primeiro ele tem que voltar a jogar no sentido mais amplo que se exige de um jogador cujas virtudes dependem de ritmo e da técnica. É diferente do jogador que depende mais do físico e do uso da força. Para esse basta ter uma posição definida na organização do time para ser útil.

A escalação de Adriano, sem critério, implicaria no sacrifício de alguém no meio-de-campo, Jádson ou Fernandinho. Aquele se tornou a referência para dar velocidade com lançamentos; este é o motor que dá ritmo e forma ao time.

Crise

É notório o excepcional trabalho que Giovani Gionédis realiza no Coritiba desde que assumiu a presidência em dezembro de 2001. Estancou as dívidas passadas, criou fontes que sustentam o presente e devolveu as vitórias ao clube.

No entanto, o perigo político está bem perto dele.

Influenciado por um segmento da imprensa coxa que quer derrubar Oscar Yamato, profissional próximo a Giovani, Domingos Moro já se diz candidato à presidência do Coritiba nas próximas eleições. Recentemente, foi a um jantar na residência de um cronista e fez discurso; quis contrariar a demissão do professor Hidalgo da preparação física, e perdeu. E agora se sente um pouco esvaziado perante os jogadores, que só se reportam a Giovani Gionédis. O tempo desgasta qualquer relação.

Queda

O técnico Paulo Campos foi inteligente: não querendo ser queimado na fogueira das vaidades no Paraná foi embora. O discurso do Paulo e as defesas de Flávio é que ainda salvavam as aparências. A saída de Paulo deve acelerar ainda mais a queda do time.

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