Entre os fatos que provocam discussões paralelas ao futuro de cada um no campeonato, surge a pretensão de alguns ex-jogadores para que a camisa do clube tenha uma estrela que identifique a conquista do Torneio do Povo.

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O Torneio do Povo para quem não sabe, foi uma competição eventual, improvisada para preencher o vazio do calendário, não oficial, de período relâmpago e sem os grandes times da época: o Palmeiras, de Ademir da Guia; o Santos de Pelé, o Botafogo, de Garrincha, e o Cruzeiro, de Tostão.

Não discuto o valor histórico de uma conquista. Nem tenho autoridade para fazê-lo, porque o valor de uma vitória é graduado pelo sentimento de quem a tem.

Mas é preciso ser racional na remessa de algumas vitórias para a história. O significado de uma estrela na camisa vai bem além do sentimento isolado. Ela tem que refletir a materialização do ideal, e do alcance da grandeza sonhada. Como a estrela na camisa dos coxas, que representa o título brasileiro de 1985.

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Pergunto, qual é o significado histórico da estrela que o Atlético tem pelo título da segunda divisão? Se um dia existiu já foi absorvido pela própria disposição do futuro, que torna indesejável uma segunda estrela com esta origem. Presumo, que nenhum time queira ser bicampeão da segunda divisão.

A estrela para ser atrelada a história do clube não pode ser colhida em vitórias eventuais, em torneios amistosos, como foi o Torneio do Povo. Se é para buscar na eventualidade, a própria história do Coritiba oferece uma conquista mais importante, que foi a da ?Fita Azul?, que era dado ao time que voltasse invicto de uma excursão à Europa.

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O que surpreende (ou não?), é que esse movimento coincide com o cumprimento da promessa de Giovani Gionédis, que devolveu o clube à primeira divisão. O pretexto de manter a memória, buscando estrelas já apagadas, tem um fundo político.