Em Criciúma, Atlético 1×0 Criciúma.
Já ouvi no rádio, que o Furacão jogou para não perder. Pois, acreditem em mim: o Atlético ganhou, porque jogou para ganhar. A proposta de vitória não se limita só em jogar no ataque. Vencer no futebol de hoje não é resultado do ataque, mas do equilíbrio entre defesa, meio e ataque. Para vencer, às vezes, é preciso criar arranjos e ser ardiloso. O Atlético ganhou porque foi de uma sinceridade mortal: em nenhum momento quis ser superior, não quis ser mais do que é. A sua proposta foi jogar atrás da linha da bola, consciente que em um dado momento, uma bola iria sobrar para fazer o gol. Fez a armadilha e o Criciúma, primário e ingênuo, caiu. A bola seria a lançada para Marcelo, mas Marcelo perdeu. Aqui abro um parênteses: está na hora de ensinar a Marcelo que, antes de concluir, precisa olhar onde está o goleiro. Fecho o parênteses.
E, aí volto ao espetacular jogo do Furacão. No segundo tempo, quando parecia morto, tornando inevitável o gol do Criciúma, o treinador Claudinei Oliveira interveio: trocou Dellatorre por Marcos Guilherme. E, aí, o Atlético foi outro porque ganhou a opção definitiva do contra-ataque. No primeiro, Marcos arrancou, chutou, o goleiro bateu roupa, e aí surgiu Cléo, para marcar o gol da vitória.
O Furacão ganhou e agora vai lutar por uma vaga na Sul-Americana, que jogada na Baixada, vai ter para a torcida o mesmo valor do que a Libertadores.
Para escolher o melhor do jogo, preciso pedir desculpas ao leitor.
Não misturo minhas relações pessoais.
Mas os torcedores estão me chamando de ingrato, afirmando que Gustavo arrumou a zaga, fazendo Cleberson e Deivid jogarem. E eu não falo de Gustavo.
Pra mim Cleberson foi o melhor em campo.
Mas por causa de Gustavo.
Neste momento, ouço um grito de gol.
Vou ver, é dos Coxas.
Não sei a razão, gostei.
Agora vou jantar, tomar um vinho de Campo Largo, comemorando a bela vitória do grande Furacão.