Não entendi bem o que pretendeu o gerente de futebol João Carlos Vialle, do Coritiba, quando ontem afirmou que o treinador René Simões tem 100% de apoio da diretoria.

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Não entendi por uma simples razão: não se questionou até agora o trabalho de Simões, embora já existam motivos fortes. Não se viu uma única linha ou uma única palavra de que o treinador passou a ter o cargo ameaçado.

Então, o apoio declarado por Vialle pode ser interpretado não como proteção ao treinador, mas um anúncio da existência de uma condição para René continuar: vencer e vencer.

É elementar que quando alguém precisa de apoio é a prova de que está em estado de insegurança. No futebol não se analisa a natureza das intenções, mas sim que elas existem.

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Se essas ainda não são sentidas na prática, são transformadas em fatos, quando menos se espera. Será que no fundo Vialle não bica muito com Simões?

Seja o que for, não se pode desprezar o fato mais importante: Barueri amanhã e Ponte Preta na terça-feira são adversários diretos do Coritiba. E precisam, portanto, ser vencidos.

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Um fracasso vai tornar alguma decisão inadiável.

De repente, no pacote pode estar Vialle também. Afinal, a condição funcional de gerente e treinador perante o clube é absolutamente a mesma.

É a versão da língua e do chicote.

Emergência

O meia Claiton chegou no CT do Caju, assinou contrato e vai estrear no Atlético neste jogo de Natal. Claiton, é preciso lembrar, não jogava pelo Flamengo havia dois meses. Esse fato me lembra uma ironia que faziam do próprio Atlético, e depois com o Paraná, e agora com o Coritiba.

É mais ou menos assim: para ver o jogo de um time, tem que pagar R$ 30; mas se tiver a carteirinha, paga R$ 15; agora, se pagar R$ 40 e for vestido com a camisa deste time, é capaz de entrar em campo e jogar.

A falta de planejamento para o futebol do Atlético cria um estado de penúria técnica, que obriga o técnico a recorrer a esse expediente, de indicar um jogador, recebê-lo num dia e escalá-lo no outro, mesmo sabendo que não joga há dois meses. O consolo é que em condições normais ou não, Claiton escolhe camisa para jogar neste meio-campo que tem Alan Bahia e Erandir, e agora, outra vez, Evandro.