A esperança futura

No Couto Pereira, Coritiba 0x1 Vitória.

Não parecendo ser um time comandado por Marcelo Oliveira, eis o Coxa que perdeu: desorganizado porque confundiu funções de meio e ataque, sem velocidade porque todos do meio, inclusive Rafael Longuine, o novo “número 10”, são lentos; sem jogadas pelos lados, porque retidos na sua intermediária, isolavam quem caía pelos lados; e sem critério para definir obrigações importantes, como bater o pênalti como Longuine bateu e perdeu.

O torcedor é fanático, às vezes perde a razão, mas não é bobo. Quando a torcida vaiou o time no intervalo, não foi apenas para protestar. Bem interpretada, a vaia queria era alertar Marcelo e os jogadores, que a repetição dos erros, resultaria em derrota.

O Coritiba voltou tão mal, que incentivou o Vitória sair um pouco do seu campo e ir à meta de Wilson. Em uma dessas vezes, uma bola mal cortada por Rildo, pegou o zagueiro Kanu livre para marcar. O Coxa tinha tempo, mas não tinha técnica porque continuava desorganizado, porque é impossível organizar um time com Anderson lento, gordo, sem nenhuma condição física.

O problema do Coritiba não é estar a um ponto da zona de rebaixamento. Como ele, estão muitos. O problema está na falta de evolução técnica do time. Se é possível já cobrar essa evolução de Marcelo Oliveira, não dá para dissociá-la da falta de critério da diretoria que contrata à granel. Com 41 jogadores, estreando um por jogo, é impossível montar um time.

Não se culpe o goleiro Wilson por ter espalmado a bola do gol em direção aos pés do baiano. É outra vítima como é Weverton no Atlético. Talvez a esperança de momento dos coxas, seja o fato de que quando está próximo da degola, sempre surge um Atletiba, na Baixada.

Mas, desta vez, pode ser uma ilusão. Há coisas no futebol que não se resolvem com coincidências.

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