Alex teria falado em entrevista à Placar que o Coritiba é um clube de médio para pequeno. Bastou: os atleticanos vibraram, os coxas praguejaram, e não faltou quem, com uma retórica ideológica, o chamasse de traidor.

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Li a entrevista e conclui que o impacto negativo foi provocado por um arranjo que o jornalista aprende em redação: se um trecho polêmico pode ser isolado do contexto, isole-se o trecho. Ter-se-á, então, um fato para repercutir como matéria final.

A expressão de Alex, de que “o Coritiba é um clube de médio para pequeno”, analisada fora do contexto geral da entrevista, é chocante: reduz os coxas à absoluta falta de expressão.

Mas a mesma expressão vinculada à unidade do tema, que traduz o seu espírito geral, não carrega nenhuma ofensa. Ele engrandece o Coritiba, por atrair um craque desejado simplesmente porque esse tinha um ideal de vida.

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A pergunta da Placar provoca Alex para dar a referência que orientou a sua escolha na volta da Turquia. Comparando o Coritiba ao Cruzeiro, ao Grêmio e ao Palmeiras, que o desejaram com propostas milionárias, concluiu como “médio para pequeno” para valorar ainda mais a sua escolha pelo ideal.

A interpretação da frase de Alex não pode ser dissociada dos elementos que compõem a sua personalidade. Da sinceridade, por exemplo. Ou alguém tem dúvida de que o craque fez a escolha pelo amor que tem ao Coritiba? Ou que, provocado para simplesmente dizer se o Coritiba é um time grande, médio ou pequeno, ele iria reduzi-lo à menor expressão?

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