Se fosse possível analisar o resultado de um jogo por condições que não ocorreram, então, poder-se-ia dizer que a derrota do Atlético (0 x 1) no Atletiba foi injusta. A sua superioridade no meio-campo e o prejuízo da arbitragem, que não marcou o pênalti de Diogo em Léo, foram fatos indiscutíveis. Mas há fatos negativos que absorvem até a aceitação da derrota como injustiça.
Eis um exemplo desse fato: aos 44 minutos do segundo tempo, a bola sobrou livre para Marcão na área coxa, com duas opções para o gol de empate: dar um chute qualquer do lado esquerdo de Vanderlei ou passar a bola para Luiz Alberto, que estava ao lado, e com esse lado esquerdo escancarado. Marcão chutou em cima do goleiro, perdendo o gol. Quando um time perde um gol como Marcão perdeu, impede qualquer argumento para fazer uma análise evoluir para uma conclusão lógica, mesmo condicionada a fatos que acabaram não ocorrendo.
O Coritiba ganhou um Atletiba medíocre na única jogada que Alex fez, e que Robinho estava perdendo, mas que Geraldo pela esquerda salvou, marcando. Voltou a liderança jogando um futebol de má qualidade, o que prova o atual estado do futebol brasileiro. O Atlético mostrou a absoluta falta de qualidade do seu time. Dominou o líder, mas foi incapaz de pressioná-lo no ataque. A modernidade das ideias do CT do Caju não sabe que um time pode ser perfeito na marcação, mas tem que ter o mínimo de qualidade para fazer o gol.
O projeto de Petraglia da pré-temporada de seis meses acabou em um mês. Neste Atletiba, apenas Weverton, Manoel, Pedro Botelho e João Paulo sobraram do time que fez “pré-temporada na Espanha”.
Por ter sido um jogo de chutões, faltas e marcação, Júnior Urso foi insuperável.