Um mal de parte da imprensa esportiva de Curitiba é tratar algumas situações apenas pela aparência. Deixa de enfrentar a realidade e, analisada com mais profundidade, pelos mais diversos motivos: compromissos, medo, interesses e, em regra, capacidade duvidosa para analisar. O resultado acaba sendo um tratamento desigual, parcial.

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Veja só o caso do treinador Marcelo Oliveira. Seus erros na decisão contra o Vasco foram manifestos. A escalação de três volantes de características similares foi a causa imediata para o Coritiba perder o equilíbrio ao sofrer o primeiro gol do Vasco.

Mas, contraditória, essa imprensa (de rádio, em especial) ao mesmo tempo em que reconhece a influência dos erros do treinador, protege-o dizendo que o equívoco na escalação não lhe tira o crédito.

Descarte o Estadual por ser uma obrigação imposta pela história dos Coxas. Não soma quase nada nessa época em que os nossos grandes estão obrigados a terem projeção nacional com títulos.

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O Coritiba tinha mais time que o Vasco, tanto que puxou para seu campo a final pelo título, que foi perdido por um gol -não o que deixou de marcar, mas o que sofreu pelo desequilíbrio tático. “No jogo em que cada minuto era precioso, o Coritiba desperdiçou 28.”, resumiu a brilhante jornalista Ana Luzia Mikos, da Gazeta do Povo que, presumo, já de madrugada, escrevia com uma mão e enxugava as lágrimas com a outra.

Nós pobres mortais caminhamos de mãos dadas com o erro. É o principio da imperfeição que rege e protege a condição humana. Mas há momentos na vida em que não podemos errar. E a exceção deste princípio é quando não há diferença entre o ser humano e o profissional.

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Com o treinador de futebol não pode ser diferente. Em uma decisão, principalmente no futebol atual, que o título tem um significa monetário, ele não tem o direito de errar.

No futebol movido só pelo dinheiro, quem erra, no mínimo, perde o crédito.