Atlético 1 x 1 Fluminense, na Baixada.
Quando o “craque” do time (Cléber Santana) não tem ânimo nem mesmo para bater o pênalti, que acaba perdendo porque o ídolo (Paulo Baier) pipocou…
Quando o zagueiro com jeito de coveiro (Rafael Santos), mas da confiança do técnico, disputa a bola usando a mão, sabendo que seria expulso…
Quando esse técnico (Antônio Lopes), para recompor a defesa, exclui o único atacante com velocidade (Guerrón) que poderia manter a defesa adversária atrás…
Quando se compõe esse coquetel de erros, o que se sentiu injusto passou a ser inevitável. A torcida reagiu, não porque sofreu com o gol de empate, mas porque já sabia que iria acontecer. E nem se imprima a culpa ao árbitro. Manoel praticou contra Lanzini, na área, o mesmo excesso que Edinho usara contra Wágner Diniz, no pênalti que Santana perdeu.
O mais grave é que os fatos que carregam o novo fracasso são os mesmos de fracassos anteriores. E todos ocorrendo por consequência das falhas de comando. O presidente não dá notícia, e mal orientado por sua assessoria, sumiu; não há diretoria que assuma uma decisão independente; não há dirigente no futebol, pois o único está excluido do futebol; não há conselho deliberativo, que ignora as mais singelas regras de proteção ao clube; e o técnico, coitado, nada mais faz do que pode fazer um técnico para quem o tempo já passou: jogar na retranca.
O Atlético está desintegrado, abandonado, na mão dos jogadores, que exigem um prêmio de 10 mil reais por vitória. O grande diretor mexicano Alejandro González-Iñárritu, em 21 gramas (Sean Pen) quer nos convencer que 21 gramas é o peso que uma pessoa perde no momento da morte, que é o suposto peso da alma.
Bem que eu pensava que a alma dos atleticanos pesava um pouco mais.