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Vila Izabel

Dia de feira

Para o feirante Jorge Luis Caroli, 57 anos, não existe segredo quando o assunto é garantir o sustento da família, seja em períodos de bom desempenho da economia ou na crise. “É chegar e batalhar, tanto em feiras menores, como é o caso da Vila Izabel, quanto nas grandes que eu participo em outros bairros”, acredita. O resultado desse profissionalismo é facilmente percebido no movimento da barraca de Jorge.

Em menos de uma hora na feira que ocorre no trecho da Rua Dario Veloso entre as ruas Bororós e Parintins, na Vila Izabel, vários clientes vieram atrás de frutas e ovos. “Tem cliente que leva pouco, outros gastam mais de R$ 200, mas o tratamento é o mesmo”. Entre um trocadilho e outro, Jorge faz questão que o cliente leve o melhor produto da banca. Frutas mais passadas ou machucadas, por exemplo, ele retira antes que um freguês mais desatento leve.

O feirante nasceu em Morretes e, aos 8 anos de idade, já vendia leite. Veio para Curitiba aos 17 anos com o sonho de conseguir um espaço na feira. Antes, trabalhou na roça e vendia a produção próximo do Mercado Municipal, na Avenida Sete de Setembro.

Foto: Gerson Klaina.

Jorge: “Tem cliente que leva pouco, outros gastam mais de R$ 200, mas o tratamento é o mesmo”. Foto: Gerson Klaina.

A esposa Mariza, com quem é casado há 29 anos, o ajuda nas feiras maiores do Seminário (aos sábados) e do Bacacheri (aos domingos). Ele se diz satisfeito com a vida que construiu por conta dos 33 anos trabalhando em feiras livres da cidade. Mesmo depois do casamento da única filha, ele não tem planos de parar. “Eles (os fregueses) não ficam sem mim”, desconversa.

Rotina de padre

A rotina de acordar às 3h, para chegar à Ceasa e abastecer com o que há de melhor em sua banca, e os trabalhos aos sábados e domingos parecem não pesar na garra de Jorge em seguir fazendo o que gosta. “Sou como padre, trabalho direto no fim de semana”, brinca.

Nas segundas e sextas-feiras ele não participa de nenhuma feira. A segunda é tradicionalmente o dia de folga da família, e ele vai para a praia. Na sexta-feira, ele faz uma compra maior na Ceasa por conta do final de semana. Na terça ele participa da feira do Uberaba e na quinta, do Terminal do Carmo. A da Vila Izabel, na terça, deve ser transferida de endereço e de horário, mas segundo a Secretaria Municipal de Abastecimento, isso só deverá ocorrer em 2016, porque é necessário realizar licitação.

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Sobre o autor

Magaléa Mazziotti

Magaléa Mazziotti

Magaléa é jornalista desde 2001, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. E-mail: magaleam@tribunadoparana.com.br Twitter: @Maga_M

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1 Comentário em "Dia de feira"


fernando rocha
fernando rocha
3 anos 9 meses atrás

Esse feirante sabe como tratar melhor o público, ele não tem apenas clientes fiéis e sim amigos.

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