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São João Tingui

Pouca segurança

Carolina Gabardo Belo

Um dos parques preferidos dos curitibanos, o Tingui sofre com a falta de segurança. É o que dizem os usuários, que destacam a qualidade da estrutura, mas dizem que se sentem inseguros, pois sentem falta da presença da Guarda Municipal no local. “Vou ao parque praticamente todos os finais de semana e, em quatro anos, nunca vi policiamento, apesar de o parque ser frequentado por famílias e crianças. Lá, existe um local para abrigar as polícias, mas está sempre fechado”, comenta Luiz Renato de Muggiati. Ele lamenta que, sem a presença da polícia, situações de desrespeito se tornam comuns, como pessoas pescando ou cachorros sem focinheira.

Frequentador assíduo do parque, Luiz Renato reclama da falta de patrulhamento.  Foto: Felipe Rosa.
Frequentador assíduo do parque, Luiz Renato reclama da falta de patrulhamento. Foto: Felipe Rosa.

O corretor Henrique de Lima também frequenta o Tingui várias vezes por semana e conta que percebeu a diminuição no patrulhamento e o fechamento do módulo utilizado pela Guarda Municipal, há alguns meses. “Perguntei para alguns guardas municipais no Parque Barigui, me falaram que estão cortando verba. Era muito prático quando a Guarda Municipal ficava aqui e agora até os banheiros que ficavam junto ao módulo estão danificados”, aponta.

A Tribuna já mostrou a reclamação dos usuários. Em abril deste ano, os usuários reclamaram da ausência dos guardas. Na época, o inspetor Cláudio Frederico Carvalho, diretor da Guarda Municipal, informou que duplas de guardas se revezam em turnos para atender todos os parques de Curitiba, durante 24 horas, e que “sempre há guardas no parque, a não ser quando são solicitados para atender alguma emergência, então precisam sair”.

Ligue 153 ou 190!

Em nota, a assessoria da Guarda Municipal informa que o Parque Tingui conta com patrulhamento feito por equipes em viaturas e motos do Núcleo Regional de Defesa Social de Santa Felicidade. Esse mesmo núcleo atende também o Parque Barigui. Além disso, a GM realiza “saturações (permanências) e, nos finais de semana, as operações conjuntas em parques e praças. Essas operações são promovidas de maneira integrada com a Polícia Militar, Polícia Civil e outros órgãos municipais, como as secretarias de Urbanismo, de Trânsito e do Meio Ambiente”.

Em relação ao funcionamento do módulo, a GM explica que o investimento “no patrulhamento, nas rondas e nas operações-presença de caráter preventivo” é considerado mais eficiente que “a referência de um módulo fixo”. A população pode acionar a Guarda Municipal pelo telefone 153 ou a Polícia Militar pelo número 190.

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Sobre o autor

Carolina Gabardo Belo

Carolina Gabardo Belo

Carolina é jornalista e gosta de contar boas histórias! E-mail: carolinab@tribunadoparana.com.br

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