Guabirotuba

Museu da PRF

Parte dos 72 anos de história da Polícia Rodoviária Federal no Paraná pode ser conhecida no Espaço Histórico Cultural da 7.ª Superintendência da PRF, criado no térreo do novo prédio da corporação, no Guabirotuba. Em 2005, o coordenador do espaço, inspetor Roberto Brustolim, iniciou um trabalho permanente de busca por objetos e registros que marcaram a história da corporação. “O trabalho começou com o primeiro espaço de preservação que inauguramos nos fundos desse terreno. Além de toda a ajuda que tive de quem doou objetos, os inspetores Lino e Ariovaldo também se envolveram em toda a criação desse acervo”, ressalta.

O voluntário Anacleto de Freitas Gomes não só ajuda com o atendimento como também trouxe de casa a bandeira do Vaticano, objeto dado pelo Papa João Paulo II à cada integrante da escolta durante a passagem por Curitiba, em 1980. “Ele deu uma medalha e uma bandeira pra cada policial da escolta. A medalha ficou em casa, mas os dois objetos vindos dele, que agora foi santificado, significam muito pros católicos”, afirma.

Curiosidades

Foto: Gerson Klaina.
Na época, 99,9% das tragédias testemunhadas era sobre imprudência. Foto: Gerson Klaina.

Entre os modelos antigos e recentes de fardas e de instrumentos de trabalho, como apitos, bafômetros e radares, quem vai ao espaço tem o privilégio de encontrar o primeiro livro de registro de ocorrências. Ele marca o início das atividades da PRF no Paraná, em 17 de fevereiro de 1943, no posto da localidade de Pedra Preta (hoje município de Tunas do Paraná). “O Paraná foi o primeiro estado do Sul a contar com o então Policiamento de Trânsito nas Estradas e o quinto no país, em função da Estrada da Ribeira”, destaca Brustolim.

As cem páginas levaram dois anos pra serem preenchidas. Uma das infrações mais comuns era transitar com um veículo carregado, quando a licença era pra circular vazio. Entre as ocorrências mais graves até a última anotação do livro, em 12 de agosto de 1945, houve apenas nove acidentes e quatro incêndios com veículos movidos a gasogênio. “Daquela época, quando os números eram tão diferentes, até os dias atuais, o que posso afirmar é que em 99,9% das tragédias que testemunhamos a principal causa foi imprudência”, aponta Brustolim. Além da importância da preservação histórica, o coordenador acredita que o espaço é um convite à reflexão.

Serviço:

Espaço Histórico Cultural da 7ª Superintendência da PRF
Endereço: Linha Verde, 10.150 – Guabirotuba
Horário de Funcionamento: Aberto ao público às terças e quintas, das 9h às 15h.
Telefone: 3535-1930 (Contato para agendamento de visitas)
Entrada: Franca.

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Sobre o autor

Magaléa Mazziotti

(41) 9683-9504