Dois pontos da Linha Verde têm incomodado os motoristas que transitam pela via diariamente. O primeiro está localizado na parte sul, exatamente no trecho entre a Avenida Winston Churchill e a entrada da Ceasa. Por lá, a bronca é em relação às condições do asfalto e à falta de sinalização por causa das obras da trincheira do maior centro de distribuição de alimentos da cidade.

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Segundo os motoristas, neste ponto o asfalto remendado por operações tapa buracos acaba gerando centenas de pontos de desnível. O empresário Rodrigo de Paula vive e trabalha na região do Pinheirinho e precisa passar por esse trecho todos os dias. “Reformaram quase toda a Linha Verde e esqueceram desse ponto. Aqui o asfalto está uma porcaria. Meu carro está com a suspensão desgastada por causa desse piso horrível”, reclama.

Entre a Av. Winston Churchill, no Pinheirinho, e o Ceasa, no Tatuquara, remendos e buracos incomodam quem passa de carro ou a pé. (Foto: Gerson Klaina)

A diarista Rosarina Alves de Jesus mora no Tatuquara e pega ônibus todos os dias na marginal desse trecho da Linha Verde. Ela conta que as péssimas condições do asfalto também gera perigo para os pedestres. “Como tem esses desníveis, o pessoal acaba querendo desviar e muitas vezes vai para cima de quem tá andando nas marginais. É perigoso demais”, alerta.

Semáforo

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Outro ponto que tem exigido da paciência de quem transita pela Linha Verde todos os dias está localizado no semáforo em frente ao Hospital Vita. Nesse trecho, a reclamação é em relação aos congestionamentos formados principalmente nos horários de pico. Segundo motoristas, no início da manhã e final de tarde as filas alcançam dois quilômetros de extensão.

“Já fiquei quase uma hora pra conseguir fazer esse trecho num final de tarde. A fila vinha lá da altura do Colégio Medianeira e chegava no Hospital Vita e não andava. Tudo por causa do semáforo que tem um tempo curto demais para o grande movimento que a Linha Verde tem nos horários de pico”, reclama o técnico de máquinas Claudionor Ramiro.

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O vigia José Aparecido Oliveira trabalha em uma rua próxima ao semáforo da Linha Verde em frente ao Hospital Vitta. Ele conta que a confusão causada na via acaba atingindo as ruas próximas ao trecho. “Os motoristas mais apressados acabam querendo cortar caminho pelo bairro e até as ruas menores da região ficam lotadas de carro e atrapalhando os vizinhos que não têm nada a ver com o engarrafamento”, explica.

Intervenções

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Curitiba informou que o trecho entre a Avenida Winston Churchill e o Ceasa é de responsabilidade da concessionária Auto Pista Planalto Sul, que está realizando intervenções no local. “Cabe à prefeitura de Curitiba somente construir as alças de acesso da trincheira no Km 116+550m, com previsão de licitação em junho 2015”, diz nota enviada à Tribuna.

Sobre o trecho próximo ao Hospital Vita, a prefeitura diz que a execução da Linha Verde Norte vai melhorar o tráfego de veículos no local. “Serão construídas três faixas em cada pista de sentido contrário e entre elas a canaleta do transporte coletivo. Além disso, consta no projeto mais uma via lateral que contará com estacionamento e a execução de uma trincheira, inicialmente projetada para a R. Fúlvio J. Alice / R. Amazonas de S. Azevedo. Lembrando que atualmente o trecho é servido por apenas duas pistas de cada lado da BR-476”, ressalta o comunicado.

Sinalização reforçada

A prefeitura de Curitiba divulgou ontem quem os 22 quilômetros da Linha Verde receberão reforço na sinalização a partir da primeira semana de janeiro. Serão utilizados diferentes tipos de placas, indicando, por exemplo, as normas para veículos lentos e as restrições para veículos de carga. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar o fluxo do tráfego na Linha Verde.

Perto do Hospital Vita, congestionamentos são constantes. (Foto: Gerson Klaina)

De acordo com a prefeitura, serão 18 novas placas (nove em cada sentido da via), indicando que veículos lentos devem permanecer à direita, e 17 placas de sinalização indicando os acessos às trincheiras da Linha Verde. As orientações sobre a pista para veículos lentos estarão em placas aéreas, colocadas em semi-pórticos, projetadas para a avenida, em toda a extensão da Linha Verde, do Atuba até a Ceasa.

Outras placas ainda irão reforçar a restrição de tráfego para veículos de carga acima de 7 toneladas e sete metros de comprimento -, que hoje é das 7h às 10h e das 17h às 20h. Serão colocadas em diversos pontos na via e principalmente nas entradas da cidade, nos acessos das rodovias BR-277 e BR-376 à Linha Verde. (Da Redação)