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Curitiba

Gratidão resume

Giselle Ulbrich
Escrito por Giselle Ulbrich

“O curitibano é um povo muito bom. Muita gente me ligou oferecendo ajuda. Que Deus abençoe cada uma delas que se preocupou comigo e com a minha família”. Estas são as palavras da dona de casa Glória Klyvivanowski, 61 anos, que pediu ajuda à Tribuna do Paraná no mês passado com doações de fraldas e leite.

Glória cuida do irmão e da mãe e, com a situação financeira apertada, precisou de ajuda para cuidar deles com dignidade. O irmão, Edemilson Pereira, 49 anos, nasceu com paralisia cerebral e desde então vive acamado. Não se movimenta, não fala, sequer mastiga os alimentos. E por isto sua alimentação sem que ser líquida, no máximo pastosa, que Glória dá na boca. Por isto usa muito leite (longa vida), misturado sempre a algo como Farinha Láctea, Mucilon, Nescau, Maisena ou o que tiver disponível.

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Já a mãe, Nola de Oliveira Pereira, 84 anos, tem problemas cardíacos e desde a última internação, no final do ano passado, também não consegue mais se movimentar e se alimentar direito. Por isto também consome muito leite com alguma mistura. E para ambos, Glória usa cerca de cinco fraldas, com cada um, por dia. Quando não tem, passa o dia correndo com a comadre e trocando as roupas de cama molhadas de xixi. Por isto Glória também pediu doação de roupas de cama e edredons usados mesmo, para forrar embaixo do lençol e proteger o colchão. E por causa do aperto financeiro, até mesmo comer estava ficando difícil, pois ela já tinha contas penduradas no mercado e na farmácia.

Internacional

Gratidão. Gerson Klaina / Tribuna do Paraná
Gratidão. Gerson Klaina / Tribuna do Paraná

Glória conta que já recebeu oito caixas de leite longa vida, duas caixas de leite em pó de uma empresa, fraldas (que devem durar uns dois meses), duas compras de mercado e cobertas. “Teve gente que me ligou e passou Whats, dizendo que ainda vai me trazer. Só não trouxe por causa da greve dos caminhoneiros e que por isso estavam economizando combustível, porque moram longe”, disse ela. Mas a promessa é de que normalizando o abastecimento, ela receba as doações, além de uma ajuda mensal de um grupo de pessoas.

Mas a solidariedade veio até de fora do Brasil. Uma mulher ligou de Lisboa (Portugal), dizendo que mandaria dinheiro. Segundo Glória, um homem que também está fora do país mandaria dinheiro a um amigo aqui em Curitiba, para que ele fizesse compras para ajudar a família.

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E até depósito em dinheiro chegou. Os R$ 600 que a dona de casa recebeu ela deverá pagar uma consulta e exames para o marido, que tem câncer e está há um bom tempo sem o devido acompanhamento e sem o remédio para controlar a doença, porque é muito caro e eles não conseguiram via SUS. “A gente leva no 24 horas. Só dão oxigênio para ele e mandam embora”, lamenta Glória, que com o dinheiro tentará ver como está o avanço a doença e medicá-lo. A aposentadoria do marido não é suficiente para manter a família de oito pessoas, já que além de cuidar dos três doentes, Glória ainda cria três netos adolescentes, desde que eram crianças pequenas, e de um filho, que ficou desempregado e está a procura de emprego.

“Gostaria que a Tribuna publicasse uma mensagem a todas as pessoas que me ajudaram e ainda estão me ajudando, gente até de fora do País. Que Deus abençoe a cada uma delas, que se preocuparam com a minha família. É muita gratidão”, finaliza a dona de casa.

Se você quer ajudar a Glória, ligue pra ela: (41) 3205-4416 / 99917-6589.

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Giselle Ulbrich

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(41) 9683-9504