Publicidade

Caximba

Missão para o bem!

Camiseta da Polícia Civil, viatura preparada e touca de Papai Noel. Foi exatamente assim que os policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) se prepararam, na manhã desta terça-feira (19), para uma operação pra lá de diferente: entregar presentes para crianças do bairro Caximba, em Curitiba.

Leia mais! “Dez vezes pior que abelha”, diz mulher atacada por escorpião em Curitiba

O local da entrega foi escolhido depois que um dos policiais esteve na região para atender a um local de morte. “Ao perceber a quantidade de crianças carentes, o investigador sugeriu e a equipe nem pensou duas vezes”, detalhou o delegado Fábio Amaro.

Ao longo de aproximadamente duas semanas, os policiais começaram a se preparar para a ação. “Montamos um grupo no WhatsApp, arrecadamos o dinheiro e pensamos no dia. Um trabalho unido, como sempre fazemos todos os dias, mas dessa vez para ver a alegria das crianças”, completou o delegado.

O camburão, que geralmente é usado para transportar os presos, nesta terça-feira foi usado para abrigar os presentes que logo depois emocionariam. Ursos de pelúcia, bonecas e carrinhos se juntaram às várias opções de brinquedos comprados com o dinheiro arrecadado entre os próprios policiais.

Foto: Felipe Rosa.
Foto: Felipe Rosa.

Logo na chegada das viaturas, os olhares assustados transmitiam somente o reflexo do que acontece com quem vive por ali, que está acostumado com a chegada da polícia em situações ruins. Mas as crianças logo denunciaram: “estão com touca de Papai Noel. Vão dar presentes”, e aí a fila já se formou.

Gratificante e emocionante

O brilho no olhar as crianças emocionou os pais e familiares, que não esperavam pela surpresa, e ainda mais os próprios policiais. “Eu, que sou mãe, me emocionei demais. E isso faz com que mostremos para essas pessoas, que estão acostumadas a verem a polícia de uma forma diferente, por vezes negativa, que também somos humanos. Isso faz toda a diferença”, comentou a delegada Aline Manzatto.

Leia mais! Artista troca o curso de enfermagem pelos sinaleiros. “Cada dia em um lugar”

“A polícia nem sempre está aqui, mas quando vem, nunca é por um bom motivo, a gente sabe. O que aconteceu hoje, pra mim, foi muito emocionante porque eu mesmo não teria dinheiro para dar um presente para a minha filha”, contou Adriana Ferreira dos Santos, que estava com a pequena Camila, de 2 anos, no colo, já com um urso de pelúcia que ganhou.

Sobre o autor

Avatar

Lucas Sarzi

Jornalista formado pelo UniBrasil.

(41) 9683-9504