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Campina do Siqueira

Entregue às traças

FRANCO2
Escrito por Eduardo Santana
Há quatro anos fechada, Casa da Leitura acumula mato e pichações. Foto: Suellen Lima

Há quatro anos fechada, Casa da Leitura acumula mato e pichações. Foto: Suellen Lima

A Casa de Leitura Franco Giglio, localizada na esquina das ruas Jerônimo Durski e José Domakoski, no bairro Campina do Siqueira, continua fechada e segue para o quarto ano consecutivo fora de funcionamento. Em fevereiro de 2014 a reportagem da Tribuna esteve no local e mostrou a estrutura da casa completamente abandonada. Um ano depois, as condições continuam ruins, com mato tomando conta do local e pichações espalhadas pelas paredes.

O espaço cultural é um dos mais antigos de Curitiba. Recebeu o nome do artista plástico italiano radicado em Curitiba e foi doado pela viúva dele, Rose Giglio. Fundada em outubro de 1982, a estrutura foi aberta para incentivar o acesso à leitura às crianças da região do Campina do Siqueira.

O local, que durante quase três décadas foi o ponto de encontro de crianças vidradas em literatura, teve seu funcionamento interrompido para uma reforma devido a um problema com cupins, em 2011. No entanto, as melhorias não foram feitas e o espaço continua fechado.

Projeto de restauração está incluído na previsão orçamentária para 2015. Foto: Suellen Lima

Projeto de restauração está incluído na previsão orçamentária para 2015. Foto: Suellen Lima

O empresário Valmir Zaganani é proprietário de uma panificadora localizada ao lado da Casa de Leitura Franco Giglio. Ele conta que desde que foi fechado, nunca mais viu qualquer movimentação no local. “Continua tudo na mesma. Nunca mais vi gente da prefeitura aí. De vez em quando vem uma equipe e corta grama. Mas até isso parou, porque a grama está bem alta”, relata.

A dona de casa Paula Maria de Souza, que mora no Bigorrilho e costuma caminhar pela Rua Jerônimo Durski pelas manhãs, diz não entender por que um espaço público que era tão utilizado pelos moradores do bairro fica fechado por tantos anos. “Um espaço que já era conhecido pela vizinhança com certeza iria continuar atraindo mais público. Não tem lógica fechar”, ressalta.

Previsão orçamentária

Por meio da assessoria de imprensa, a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) informou que o processo de reconhecimento da inscrição do imóvel, que atravancava qualquer tipo de ação de restauração no local, foi finalizado. Agora, de acordo com o órgão público, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) realiza um projeto de restauração da Casa de Leitura Franco Giglio, que já está incluído na previsão orçamentária do município para 2015.

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Sobre o autor

Eduardo Santana

Eduardo tem 33 anos, é jornalista desde 2003 e fã de Slayer. E-mail: esantana@tribunadoparana.com.br Twitter: @santanation

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7 Comentários em "Entregue às traças"


MARCELO ROCHA
MARCELO ROCHA
2 anos 9 meses atrás

Se não tem grana para consertar, vende o imóvel, mas não deixa a toa..

WALTER AUGUSTO
WALTER AUGUSTO
3 anos 9 meses atrás

LEVI VOCE COMENTOU SOBRE O BANGU,CUJO GOLEIRO E AMIGO ARLINDO SE NÃO ESTOU ENGANADO
CHEGOU A TITULAR DO GREMIO PORTOALEGRENSE.É UMA PENA QUE OFUTEBOL AMADOR NÃO CON-
SIGA REVELAR MAIS NINGUEM,LEMRA-SE QUE O BRITANIA DO CRISTIANO SCHMIDT E O JUVE FORMARAM
UM TIME TODO ORIUNDO DO AMADOR.

Raphael gomes zignani
Raphael gomes zignani
4 anos 1 mês atrás

é Valmir Zignani kkkk ele e meu pai haha

Angelo Paulo da Silva
Angelo Paulo da Silva
4 anos 3 meses atrás

Coloca um funcionàrio da prefeitura para morar no local.

Alexandre
Alexandre
4 anos 3 meses atrás
Morador do Bigorrilho, frequentei por muitos anos a Franco Giglio durante a década de 80…hoje, com mais de 40 anos de idade e um casal de filhos da mesma idade que eu tinha quando frequentava a biblioteca, fico muito triste ao ver o abandono. Mas parece que de fato a prefeitura enfim está regularizando a situação do imóvel, e em 2015 o Ippuc teria projetos para o local. Hoje sou formado em Artes Plásticas pela UFPR, e certamente me prontificaria a ministrar oficinas num local que me traz tantas lembranças boas, acho que seria uma grande oportunidade a participação da… Leia mais »
jose eduardo
jose eduardo
4 anos 3 meses atrás

Eu não acredito nesse descaso com a Biblioteca Franco Giglio. Eu frequentava e adorava ficar neste espaço. Conhecia a Rose Giglio, uma pessoa amabilíssima, sempre se preocupando com os frequentadores da biblioteca. No tempo em que eu ia lá, tinha aulas de xadrez, flauta, escultura em argila, havia passeios culturais. É lamentavel este abandono.

fernando rocha
fernando rocha
4 anos 3 meses atrás

Daqui a pouco vira abrigo de drogados, mendigos e até de pessoas que usarão esse lugar para fazer sexo de madrugada, e que a prefeitura restaure a Casa de Leitura Franco Giglio o quanto antes

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