Publicidade

Cabral

Que confusão!

Moradores, motoristas e pedestres se arriscam diariamente ao passar pela região do terminal de ônibus do Cabral. Os relatos de acidentes ou “quase acidentes” envolvendo veículos são diversos por conta da confusão que a sinalização causa por ali. O cruzamento entre a Rua dos Funcionários e Avenida Paraná é sinalizado com algumas placas para motoristas, pedestres e outras para ônibus, mas isso não é o suficiente.

LEIA TAMBÉM: Motoristas e pedestres reclamam de cruzamento no Cabral

Na manhã do último dia 11 de agosto, por exemplo, houve um acidente envolvendo um biarticulado da linha Santa Cândida/Capão Raso, que saía do terminal, e uma Parati que fazia a conversão da Avenida Paraná para a Rua dos Funcionários. O veículo não percebeu a aproximação do coletivo, que não conseguiu frear a tempo, e colidiu contra o automóvel. A batida foi flagrada por um leitor, que enviou fotos.

Acidente no dia 11 de agosto de 2017. Foto: Colaboração de leitor
Acidente no dia 11 de agosto de 2017. Foto: Colaboração de leitor

Mas o risco ultrapassa os acidentes de trânsito. Quem é pedestre, encontra dificuldades na hora de atravessar, não por conta da falta de sinalização e, sim, por conta da falta de responsabilidade dos motoristas. A Tribuna esteve no local e flagrou motoristas de ônibus cruzando as ruas em alta velocidade para acessar o terminal. Quem passa por ali todos os dias já presenciou diversas situações perigosas e o medo acabou virando rotina.

Perigo

João: falta sinaleiro. Foto: Átila Alberti
João: falta sinaleiro. Foto: Átila Alberti

“A gente passa, os ônibus estão vindo e eles não param, passam reto. Eu tive que pular pra trás e acontece isso aí, acidente. Falta sinaleiro na entrada do terminal para ônibus e eles têm que parar para o pedestre atravessar”, conta João Honorário, 50 anos.

O corretor de imóveis Roberto de Oliveira, 41, testemunhou os dois últimos acidentes na saída do terminal. “Esse cruzamento é perigoso tanto para o pedestre quanto para quem é motorista de carro porque o ônibus vem na linha reta, eles não param ali, passam reto para o terminal. Eles saem sentido Santa Cândida, e não param porque não tem placa de pare, e os carros não enxergam direito, o motorista está com o som ligado”, comenta.

Roberto: ninguém respeita as placas. Foto: Átila Alberti
Roberto: ninguém respeita as placas. Foto: Átila Alberti

A situação piora ainda mais com a chegada do horário de pico, segundo o motorista João Carlos Martins, 50, que durante muito tempo trabalhou como taxista. Ele diz que se assusta com a situação e destaca que alguns motoristas de ônibus ainda reduziram a velocidade por conta da presença da Tribuna. “O trânsito aqui é pesado e, às vezes, até mal sinalizado. Tem ali a placa de que é proibido virar e o pessoal vira. No horário de pico, sempre tem um passando e esbarrando no outro”.

Mais fiscalização

João Carlos: esbarrões no horário de pico. Foto: Átila Alberti
João Carlos: esbarrões no horário de pico. Foto: Átila Alberti

De 1º de janeiro a 16 de agosto deste ano, o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) registrou sete acidentes no cruzamento da Rua dos Funcionários com a Avenida Paraná, no Cabral. Mas o problema não é de hoje. O maior número de ocorrências (17) foi contabilizado em 2013, quando a sinalização não era como hoje. Desde 2012, o cruzamento foi cenário de 51 acidentes, que deixaram dez pessoas feridas. A estatística do BPTran não computa nenhum óbito no trecho.

A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) informou que sempre são realizadas fiscalizações na região do terminal do Cabral, para coibir excesso de velocidade e também conversões proibidas. Após ser procurada pela reportagem, a equipe de fiscalização da Setran anunciou que vai programar nos próximos dias uma nova ação de fiscalização na região, principalmente durante os horários de maior movimento de veículos, para evitar acidentes e imprudências no trânsito.

O cruzamento do terminal do Cabral em números

ANO ACIDENTES FERIDOS
2017* 7 0
2016 2 0
2015 7 2
2014 8 2
2013 17 2
2012 10 4
TOTAL 51 10

*Dados de 01/jan até 16/ago de 2017.

Fonte: BPTran

 

Sobre o autor

Luiza Luersen

Luiza Luersen

Jornalista formada pela Universidade Positivo, Luiza adora contar histórias e também é apaixonada por antigomobilismo.

(41) 9683-9504