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Augusta

Prazer, Augusta!

PASSAUNA-20150227
Magaléa Mazziotti
Escrito por Magaléa Mazziotti

João Benedito: “Quem veio do mato quer morar pelo menos próximo dele, e aqui encontrei tudo isso”. Foto: Ciciro Back.

Há quem nem desconfie que ao entrar no Parque do Passaúna esteja visitando o bairro Augusta, que também detém algumas ruas mais conhecidas que ele mesmo, como parte das vias Eduardo Sprada, Raul Pompéia, entre outras. Mas o fato é que o bairro possui quase sete mil habitantes segundo o último Censo do IBGE (em 2010) e, dentre eles, o vendedor de caldo de cana João Batista Raimundo, 63 anos, que se instalou na região há 29 anos, atraído pela densa vegetação. “Quem veio do mato quer morar pelo menos próximo dele, e aqui encontrei tudo isso”, defende.

Natural da cidade de Alegre no Espírito Santo, passou da infância até o início da vida adulta no interior do Paraná, pelas cidades de Paraíso do Norte, Rondon e, por último, Cianorte. “Viemos para Curitiba em busca de melhores oportunidades de trabalho e desde que cheguei com minha esposa nosso endereço foi o mesmo”, afirma Raimundo que, em dezembro, completará 40 anos de união com a companheira Tereza Alípio da Costa Raimundo, com quem criou três filhos.

Nos últimos cinco anos, o morador passou a atender por “João Passaúna do Caldo de Cana” e, segundo ele, a clientela diz que o seu produto é o melhor de toda a cidade. O novo ofício veio ao se aposentar como vigilante. João viu no parque e no caldo a dobradinha perfeita para complementar a renda. “Na verdade, chega a ser melhor do que a aposentadoria”. Batendo ponto no parque de domingo a domingo, das 11h às 19h, ele admite que o comércio o impede de frequentar regularmente as missas da Capela São José que ajudou a construir. “Com o progresso da região conseguimos nos unir e construir uma igreja para o bairro”, conta o dedicado católico, que lamenta não ter fotografado a primeira missa ocorrida em 1º de março de 1989.

Vendedor de caldo de cana ajudou na construção da Igreja São José. Foto: Ciciro Back

Vendedor de caldo de cana ajudou na construção da Igreja São José. Foto: Ciciro Back

Sobre o bairro

Ocupando uma área de 199,8 hectares, o bairro Augusta teve sua origem inserida nas metas do governo provincial de Lamenha Lins que visava promover a fixação de colônias nos arredores de Curitiba. A colônia Dom Augusto foi fundada em 1876, composta por 36 lotes e abrangendo uma área de 199,8 hectares. Constituía-se de 149 poloneses prussianos. O nome Dom Augusto prestava homenagem ao neto do imperador D. Pedro II, o príncipe D. Augusto de Saxe Goburgo. Posteriormente passou a denominar-se Augusta por ter morado nesta colônia uma senhora com este nome e que possuía muitas terras na região.

Inicialmente, o bairro tinha forte caráter agrícola, principalmente das seguintes culturas: centeio, aveia, milho, feijão, ervilha, batata e cevada. Os moradores mais antigos relatavam que as estradas eram intransitáveis nos períodos de chuvas e as dificuldades de cultivo resultavam num trabalho duro e cansativo. Os produtos da roça eram levados de carroça para ser vendidos no centro urbano de Curitiba.

Em 1892, para facilitar a administração desta região, a Câmara Municipal criou por decreto o Distrito Municipal de Nova Polônia, com sede no lugar Bariguy, sendo território desmembrado do Distrito de Curitiba. Em 1938, o referido distrito foi extinto e seu território foi dividido em dois novos distritos: um deles recebeu o nome de Ferraria, no município de Campo Largo e o outro passou a compor o Distrito de Campo Comprido, no município de Curitiba. Em 1975, o Decreto 774 aprovou a antiga Augusta como um dos bairros de Curitiba.

Leia mais sobre o bairro Augusta.

Sobre o autor

Magaléa Mazziotti

Magaléa Mazziotti

Magaléa é jornalista desde 2001, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. E-mail: magaleam@tribunadoparana.com.br Twitter: @Maga_M

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1 Comentário em "Prazer, Augusta!"


fernando rocha
fernando rocha
3 anos 9 meses atrás

QUEM QUER FUGIR DA AGITAÇÃO ESSA REGIÃO DO AUGUSTA É UMA BOA PEDIDA

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