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Atuba

Trânsito da Índia

Um pedaço da Índia em Curitiba. Assim ficou conhecida a trincheira do Atuba, que passa por baixo da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), no ponto de encontro entre a capital paranaense, Pinhais e Colombo. Motoristas comparam a grande bagunça e falta de organização no local ao trânsito desorganizado do país asiático.

Um dos piores trechos é para quem segue pela Rua José Carlote e precisa acessar a trincheira. “Mesmo em horários normais é possível observar muitos motoristas imprudentes que cansam da paralisação dos carros que passam pela trincheira e jogam o carro em cima dos outros. É uma verdadeira bagunça”, explica o estudante Guilherme Rodrigo, que frequentemente atravessa o local.

Para cruzar o trecho de apenas 20 metros, os motoristas costumam levar de dez a quinze minutos nos horários mais tranquilos. Nos horários de pico, por volta das 7h ou após as 18h, esse tempo chega a meia hora. “Acho interessante que, apesar da pouca sinalização e da falta de respeito dos motoristas, os acidentes são relativamente baixos. O grande problema é que o fluxo é alto e apenas placas seguram os carros. Talvez desse certo se houvesse um sinaleiro ou uma rotatória para distribuir melhor o tráfego”, sugere Guilherme.

Jogo de empurra

Foto: Felipe Rosa.

Guilherme: “Talvez desse certo se houvesse um sinaleiro ou uma rotatória para distribuir melhor o tráfego” Foto: Felipe Rosa.

Apesar de a trincheira estar no limite dos três municípios, a responsabilidade no trecho é da Autopista Régis Bittencourt. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, as obras do Trevo da Cruz do Atuba, que estão paralisadas desde agosto do ano passado, solucionariam o fluxo, criando alternativas para os motoristas. Porém, em razão do atraso na imissão de posse de áreas adjacentes ao Trevo do Atuba, cujos processos de desapropriação tramitam na 1ª e 2ª Varas de Colombo/PR, os trabalhos seguem parados. Segundo a concessionária, a retomada das obras só ocorrerá após a posse total da área.

Leia mais sobre Atuba.

Sobre o autor

Samuel Bittencourt

Samuel Bittencourt

Samuel tem 27 anos e é jornalista na editoria dia-a-dia, E-mail: samuelb@tribunadoparana.com.br Twitter: @_Osamuel

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4 Comentários em "Trânsito da Índia"


Adriano
Adriano
3 anos 10 meses atrás

São necessário sinaleiro com Radar porque sinal já tinha e todos os lados furavam “não adiantava nada”

Valdonir
Valdonir
3 anos 10 meses atrás

Conheço várias cidades do Brasil e do mundo. Não tenho dúvida em afirmar que Curitiba e região tem a pior engenharia de tráfego dentre todas elas. Não fazem as obras de arte necessárias para a fluidez do trânsito e quando fazem, simplesmente fazem obras ridículas que ao invés de melhorar o trânsito o deixam ainda pior.

Leonel
Leonel
3 anos 10 meses atrás

Sábias palavras, Sr. Valdonir. Pena que a legião das viúvas do Lerner irá defendê-lo, já que este cidadão, além de nos penalizar com este pedágio ladrão, é o responsável pela criação deste sistema falido, onde na cabeça avarenta dele e de seus seguidores, construir um viaduto ou um túnel é um crime inafiançável. E tome rótulas, placas de preferenciais, semáforos e tudo mais. Tome como exemplo a Linha Verde, que na minha opinião é a obra viária mais estúpida da humanidade.

fernando rocha
fernando rocha
3 anos 10 meses atrás

CLARO, POIS NESSA TRINCHEIRA “INDIANA” PASSAM VEÍCULOS DE COLOMBO, PINHAIS E CURITIBA TUDO JUNTO. POR ISSO QUE DÁ TODO ESSE ENGARRAFAMENTO TODOS OS DIAS NOS HORÁRIOS DE PICO

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