“A ungida”

A presidente Dilma Rousseff foi bastante elogiada pela revista norte-americana “New Yorker” que ressalta o espantoso crescimento da economia brasileira numa situação, segundo o repórter, “caoticamente democrática”. As críticas ficaram para o ex-presidente Lula por não enaltecer a política econômica do seu antecessor Fernando Henrique Cardoso que contribuiu significativamente para o atual desempenho do país.

O artigo de 14 páginas intitulado “a ungida”, faz referência à influência de Lula que deu credibilidade a Dilma para que ela chegasse ao Palácio do Planalto. “Ela é presidente hoje graças à decisão de Lula de fazê-la presidente”, escreve o jornalista Nicholas Lemann. “Ela venceu a eleição por causa do enorme apoio obtido em partes do Brasil onde Lula é quase um Deus – os pobres, principalmente, do Nordeste afro-brasileiro”. A revista, que chega as bancas nesta semana, traz à tona a participação efetiva de Dilma como ex-militante de esquerda e as perseguições e torturas que ela sofreu nesse período. O repórter afirma que apesar de todos os problemas sociais, o Brasil está conseguindo um bom desempenho. “O país alcançou uma rara trifeta (modalidade de aposta em que o apostador acerta, no mesmo páreo, os três primeiros cavalos, pela ordem de chegada): alto crescimento econômico (diferentemente de Estados Unidos e Europa), liberdade política (diferentemente da China) e desigualdade em baixa (diferentemente de quase todos os lugares). Como isso está acontecendo?”, questiona Lemann.

Fábio Elias Acústico

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