A síndrome metabólica é uma condição na qual o indivíduo manifesta um conjunto de fatores de risco associados com o desenvolvimento de doenças cardíacas, derrames cerebrais e diabetes. Sua incidência tem crescido na população brasileira, sendo cada vez mais comum em crianças e adolescentes.

Obesidade, pressão alta, hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue), baixos índices de colesterol bom e níveis elevados de triglicerídeos são os principais fatores de risco, geralmente ligados à deposição central de gordura (gordura intra-abdominal) e à resistência insulínica.

Sem dúvida, a síndrome metabólica é um transtorno dos tempos atuais. Suas causas são múltiplas e complexas, mas giram em torno de maus hábitos, como o sedentarismo, a alimentação inadequada, o tabagismo e a rotina irregular de sono. Distúrbios hormonais, predisposição genética e envelhecimento também atuam.

A adoção de um estilo de vida saudável é essencial na sua prevenção e tratamento. Além da dieta, a atividade física assume papel central. Inúmeras pesquisas indicam que a prática regular de exercícios tem efeitos significativos em quadros de obesidade ou sobrepeso, hipertensão arterial, resistência à insulina, diabetes e dislipidemias.

Nenhuma dessas patologias inviabiliza a participação em programas de treinamento, entretanto exige maior atenção ao estado de saúde do praticante e seu condicionamento inicial, ao histórico médico e às necessidades apresentadas. Recomenda-se, nesses casos, a realização prévia de teste ergométrico para a avaliação cardiovascular.

A sessão de treino deve trabalhar a aptidão cardiorrespiratória, a força, a resistência muscular e a flexibilidade, portanto os estímulos aeróbicos e os exercícios resistidos fazem parte da sua estrutura. De modo geral, 30 minutos diários de práticas físicas leves ou moderadas já possibilitam benefícios consideráveis.

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