Com frequência observamos pessoas fazendo todo tipo de variações de exercícios. Em geral, procuram modificar os estímulos para obter um desenvolvimento muscular superior. Entretanto, essas mudanças normalmente não trazem nenhuma diferença relevante sobre os movimentos básicos, pelo contrário, apresentam limitações e riscos desnecessários aos praticantes!

Muitos acreditam que as adaptações de exercícios e máquinas são parte de uma etapa “avançada” do treinamento. Dicas e orientações sem qualquer aprofundamento científico proliferam por aí. A internet está cheia de vídeos com técnicas “milagrosas”. Por conta disso, adeptos sujeitam-se a modificações pouco produtivas, arriscadas e, até mesmo, sem sentido nenhum.

Diversas vezes, essas variações inviabilizam a execução do movimento corretamente, restringem sua amplitude, limitam a capacidade de usar carga e/ou geram sobrecarga desnecessária nas estruturas articulares. Resultado? Tais mudanças podem prejudicar a intensidade do trabalho muscular, além de favorecer acidentes e lesões em certos casos.

Os exercícios básicos, por outro lado, têm uma gama de estudos que mostram seus efeitos no organismo. Há décadas indivíduos dos mais distintos perfis os utilizam com sucesso. Quando bem executados são seguros e eficientes. Nas formas convencionais, supino, remada, desenvolvimento, agachamento, leg press, levantamento terra são alguns dos exemplos. Não há “ingrediente secreto”, existem exercícios e treinos bem ou mal feitos! Os fatores genéticos, a estrutura do treinamento, os hábitos de vida e a alimentação são mais decisivos que alterações pontuais nos exercícios.

As variações não produzem diferenças significativas na atividade muscular se o movimento for o mesmo e os parâmetros da prática também. Portanto, elas devem ocorrer por ordem prática (local e recursos disponíveis), questões particulares (motivação, dificuldade técnica ou funcional) ou circunstâncias do treino (intensidade, segurança, dinâmica, etc.)