
Aos 48 anos, ela é mais firme do que jovens de 20. Sharon não abre mãos dos execícios, mas quando o assunto é perder peso adere a dieta do Índice Glicêmico, em que os alimentos são classificados pela cor: vermelho, para os de alto IG, que devem ser evitados; amarelo, para os que podem ser consumidos com moderação; verde, para os que têm de ser privilegiados, segundo o nutricionista Rick Gallop, autor do livro The Gi Diet (saiba mais em : www.gidiet.com).
Maria Maya

A atriz que se achava gordinha há dois anos resolveu encarar o problema com ajuda de um especialista. Foi ao endocrinologista carioca Azevedo Ribeiro e pediu uma dieta livre, mas de resultado rápido. Ele recomendou a dieta de 500 notas – cada duas calorias vale uma nota – uma variante da dieta dos pontos e da que controla calorias.
No caso de Maria, foram cerca de mil calorias por dia. Ela seguiu a risca a prescrição e em três meses enxugou 8 quilos. Na fase de manutenção, o médico aumenta a dieta para 700 notas, mas exige prática de exercícios.
Jennifer Aniston
Depois da famosa separação (Brad Pitt a trocou por Angelina Jolie), ela poderia ter descontado a frustração na comida, mas Jennifer agüentou firme como prova o corpo sarado. Ela é fã do budokon (www.budokon.com.br), mistura artes marciais, meditação e ioga, mas quando precisa perder peso entra na dieta Zone, que divide a comida em 40% de carboidratos, 30% de proteínas e 30% de gorduras. Ela acredita que o organismo queima a gordura se você privilegiar as frutas e os legumes pobres em amido; preferir as carnes brancas e repartir a dose diária em seis pequenas porções.
Vera Fischer
Aos 55 anos a atriz esbanja sensualidade na minissérie Amazônia e ?mata de inveja? a concorrência muitas vezes mais jovem. Vera já fez várias dietas e aprovou a que restringe os carboidratos, como a Atkins. Ela foi radical. Cortou os carboidratos simples – aqueles com açucar e farinhas refinadas – limitou em 40g por dia os carboidratos complexos – a base de grãos integrais – e caprichou na proteína (carnes e queijos) e fibras (verduras). Resultado: emagreceu oito quilos em um mês e mantém o aspecto de diva até hoje.
O melhor dessa dieta é que não precisa contar nada e ainda dá pra comer nozes (com moderação) e algumas frutas (goiaba, mamão, damasco, manga, maça e laranja).
A fase mais difícil é a primeira semana, por causa dos hábitos (como é difícil abrir mão do pão nosso de cada dia!), mas a recompensa é imediata. Na primeira semana, a média é secar três quilos e de um a dois quilos a cada nova semana. Na fase de manutenção, pode-se aumentar para 100 g a porção de carboidratos complexos – os simples devem ser abolidos de vez junto com os quilos a mais.
O preço da sedução
Camila Pitanga abre o maior sorrisão quando fala de Bebel, a prostituta que interpreta em Paraíso tropical. Mas também mostra uma ginga, uma quebrada de quadril que não tinha antes. ?Ela está me influenciando. Já estou usando saltos, roupas um pouco mais curtas?, confessa a atriz, ainda vestida num sóbrio e bem-comportado tubinho goiaba. Um figurino totalmente inverso ao que a bela morena vai desfilar na ficção. O guarda-roupa de Bebel inclui muitos shorts, saias libidinosamente curtas, tops provocantes e calças justíssimas coladas a cada curva da atriz.
?O barato é esse. Poder fazer a piranha, brincar com essa sexualidade, com o imaginário das pessoas?, resume.
A primeira coisa que fez ao ?conhecer? a personagem foi partir para as pesquisas. Camila visitou a ONG Davida, presidida pela ex-prostituta Gabriela Leite, e elaborou para si mesma um álbum com fotos que encontrava em revistas e jornais e que remetiam ao universo da personagem. Para Camila, atrás de toda ousadia e segurança de Bebel, tem uma fragilidade escondida. ?Ela é ambiciosa, faz o que faz por dinheiro, mas também gosta do poder de sedução que exerce. O objetivo dela é ficar rica e acontecer?, observa a atriz, que andou muito pelas ruas de Copacabana, principal cenário da novela, para observar o comportamento das prostitutas do bairro.
?Isso me deu muita liberdade. Porque ali são mulheres, acima de tudo. Algumas felizes, outras tristes. Umas orgulhosas do que fazem, outras com vergonha.
Então, me despi do preconceito ou de estereótipos e construí a minha Bebel?, argumenta.
O mais curioso é que Camila só encontrou o tom exato que desejava para a moça quando viu em uma exposição em São Paulo um documentário sobre travestis. ?Fui atrás daqueles personagens e identifiquei a Bebel de imediato. Ela é quase uma drag queen?, diverte-se.
Camila jamais viveu uma prostituta na carreira, que já dura 14 anos. Mas nunca teve, como tantas outras atrizes, o objetivo de interpretar uma delas. ?Toda atriz deseja um papel com nuanças que a desloquem do seu lugar e da identificação das pessoas. A Bebel é um prato cheio para mim, que tenho essa imagem de boa moça. O desejo de quebrar com a minha imagem é permanente. Vai acontecer com Bebel e espero que com outros personagens?, descreve. A julgar pelas primeiras cenas de Camila na novela, a boa moça está de férias em algum lugar paradisíaco.
Carolina Marques – PopTevê
Menino do Rio
Rômulo Arantes Neto ganhou sua primeira prancha aos nove anos de idade. Apesar de ser de bodyboard, modalidade na qual o surfista fica deitado, ele adorou. Já nas primeiras tentativas, o ator que vive o André em Malhação ficou em pé em cima da prancha e tentou realizar manobras mais radicais. Antes, ele já havia feito o mesmo com o ?pranchão? do pai, o falecido ator e nadador Rômulo Arantes. A ousadia ?precoce? denunciou que ele tinha potencial. ?Quando era mais novo, matava treino de natação só para pegar onda?, confessa, aos risos, o ator de 19 anos.
A prova disso é que, aos 15, Rômulo já competia em campeonatos pela zona sul carioca. Depois de conquistar as primeiras colocações em vários deles, chegou às semifinais do Estadual Amador. Mas nenhum troféu foi tão marcante para o rapaz quanto o ?susto? que tomou em Santa Catalina, pequena cidade do Panamá, famosa por ter as melhores ondas do país e a melhor ?quebra de direita? da América Central. Enquanto surfava, Rômulo foi jogado contra uma parede de corais – a região é repleta deles. Sangrando muito e quase desacordado, ele foi salvo graças a um barco que filmava de perto suas manobras. Levado para um casebre de um vilarejo próximo, ele ficou sob os cuidados do único médico da região. O resultado: vários machucados pelo corpo e cinco pontos no queixo. ?Depois disso, eu teria de ficar pelo menos duas semanas sem surfar. Mas o máximo que consegui foi dois dias?, conta.
Além do surfe, Rômulo já praticou natação, jiu-jítsu e judô. Atualmente faz musculação. Mas todas as atividades já ficaram de lado por uns tempos. Menos o surfe. Até quando trabalhou como modelo e morou na Europa, em países como Itália e França, ele deu seu ?jeitinho?. Praticou snowboard, o ?surfe na neve?. Agora, o ator pega onda três vezes por semana, em média. ?Vou sempre que dá, porque tenho outras prioridades… Mas é só achar uma brecha em um dia com boas ondas que não perco tempo?, diz.
As tais prioridades a que o ator se refere são as gravações de Malhação e as aulas com a preparadora de elenco Andréa Cavalcanti. Isso porque Rômulo, após um breve teste no final de 2006, não imaginava que fosse estrear na tevê justamente como o protagonista da novelinha.
Aluno da Casa de Cultura Laura Alvim desde a adolescência, aos 17, Rômulo decidiu que queria ?tomar um rumo? na vida. Como sempre ouviu que tinha beleza e porte para ser modelo, inscreveu-se em uma agência e carimbou o passaporte para estampar editoriais de moda na Europa e em Nova York. O moço estrelou campanhas de marcas como Gucci, Dolce & Gabbana, Adidas, Cavalera e Louis Vuitton. Sempre pensando em atuar, mas sem pressa.
Fabíola Tavernard – PopTevê