Frustração para os espectadores, para Glória Perez e os atores. Revolta do movimento gay e promessas de protesto e polêmica. Estes são alguns dos resultados da decisão da Globo de não exibir o prometido primeiro beijo gay da história da televisão brasileira, que deveria ter ido ao ar no final de semana, no último capítulo de América.

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Nem um só selinho do tipo que Hebe Camargo distribui entre amigos e amigas rolou entre os personagens de Bruno Gagliasso, Júnior, e Erom Cordeiro, o peão Zeca. Para completar a indignação da autora e dos demais envolvidos na produção, a Globo nega que o tal beijo tenha sido cortado ou vetado. Diz que a cena sequer foi gravada ou incluída no roteiro.

Glória Perez, que não é profissional de levar desaforo para casa, deu entrevistas afirmando que considera injusto ficar com a imagem de que pisou na bola com o espectador. Ela defendeu o beijo gay em várias reuniões com ?a alta cúpula? da Globo e só soube do veto no dia da apresentação do último capítulo.

No Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Transgêneros, nesta terça-feira, 8, em Brasília, o movimento promove um beijaço em protesto contra o corte. Erom Cordeiro confirmou que houve a gravação. Correu pela internet que Bruno Gagliasso chorou ao saber do veto, substituído por olhares apaixonados.
No embalo, ele é o novo garoto-propaganda da lojas Marisa.

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Torre de Babel

Fiel ao estilo de criação que costuma abordar a vida dos ricos e das diversas culturas de São Paulo, Silvio de Abreu reúne esses ingredientes nas emoções de Belíssima, novela das nove que estréia hoje na Globo. Começando com cenários paradisíacos da Grécia, a trama estabelece logo de cara as relações amorosas entre ricos e pobres e gente de origens diferentes.

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A protagonista Júlia, de Glória Pires, por exemplo, é uma milionária do tipo que respeita as pessoas pelo que elas são. Começa a novela se divertindo em festa de aldeia com o pescador grego Nikos, de Tony Ramos, que aparece ao lado, de boina. Depois, num evento de elite, ela derruba vinho no pobretão André, de Marcello Anthony, como mostra a foto da cena abaixo,  que abre caminho para a paixão dos dois.

Nikos fala português porque prepara viagem para o Brasil com o objetivo de encontrar o filho. Katina, de Irene Ravache, fugiu da Grécia com o turco Murat, de Lima Duarte, grávida deste filho. Com base nessa richa amorosa, Ramos e Lima vão reproduzir a rivalidade histórica entre gregos e turcos.

Cemil, de Leopoldo Pacheco é o filho de Nikos. Vive com os pais, os irmãos Narciso, de Vladimir Brichta, e Safira, de Claudia Raia, na casa de Murat. É uma verdadeira torre de Babel com netos do turco por todos os lados.

Tráfico e prostituição

No papel de Taís, Maria Flor será a vítima de tráfico de mulheres para o exterior, ao passo que Cauã Reymond fará Mateus, o garoto de programa que permitirá à nova novela, Belíssima, abordar o tema prostituição masculina.

Maria Flor vai contracenar com o grego de Tony Ramos e Thiago Martins, amor da vida dela e irmão da ex-menina de rua Vitória, de Cláudia Abreu, que casa com milionário.

Cauã faz parte da família do turco Murat, e vive como se fosse neto de Lima Duarte. Filho de Cemil, Cauã também vai contracenar com Vera Holtz, a ricaça solteira e bem-resolvida a quem ele mais prestará serviços sexuais durante a novela.

Contraste

Alexandre Borges, Alberto, e Camila Pitanga, Mônica, formam um dos casais envolvendo ricos e pobres na nova novela global das nove. Ele faz um alto executivo competente na indústria que dá nome à trama, mas fracassado e irresponsável na vida pessoal.

Já foi casado duas vezes com Safira, de Cláudia Raia, sendo o marido italiano e mulherengo que lhe deu uma filha com quem ele pouco se importa. Numa aventura com a ex-empregada doméstica de sua casa, a oportunista Valdete, de Leona Cavalli, ele teve Toninho, que é criado por Mônica.

Ela se aproxima de Alberto para uni-lo ao garoto, mas o galã quer mesmo é conquistar a morena. Pitanga é doméstica, irmã de André, de Marcello Anthony, e musa inspiradora de Cemil, de Leopoldo Pacheco.