Quando o primeiro capítulo de Belíssima for ao ar, amanhã, o público vai conhecer uma mulher com uma história para lá de engraçada. Safira, a dona-de-casa escrita por Sílvio de Abreu especialmente para Cláudia Raia, que tem com o japonês Takai, interpretado por Carlos Takeshi, seu quinto casamento. Numa novela que aborda a cultura e os costumes gregos, poderia até ser comparada à deusa do casamento da mitologia grega, Hera. Com atributos mais "contemporâneos", claro.

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Safira – a "volúpia em pessoa", como a própria atriz define – já foi casada com um italiano, um português, um judeu, novamente com o italiano, e agora com Takai. E é justamente a forte presença cômica o maior estímulo para a atriz. "Ela tem uma história absurda e uma vida atribuladíssima", diz, às gargalhadas.

Mas os homens da vida de Safira não ficam por aí. Como se não bastasse a abundância de ex-cônjuges, ela ainda tem de conviver com a tentação que "mora ao lado", o mecânico Pascoal, interpretado por Reynaldo Gianecchini. "Ela vive se engalfinhando com ele. Isso tudo porque, no fundo, ela o acha um gato", explica. Mas é importante ressaltar que Safira é uma mulher correta, tradicionalíssima, que jamais trai o marido, seja lá quem ele for. "A fila anda, mas é um de cada vez", diverte-se.

O lar de Safira parece mais uma assembléia geral da ONU, afinal, cada casamento lhe rendeu filho de origem étnica diferente: Giovanna, vivida por Paola de Oliveira, Maria João, de Bianca Comparato, e Isaac, personagem de Vitor Morosini. Apesar de não ter filhos com o japonês, ela ganhou dois enteados: Suzi, de Juliana Kametani, e Ernesto, vivido por Eduardo Hashimoto. Para completar, ela divide a casa com os pais, Katina, personagem de Irene Ravache, e o grego Murat, de Lima Duarte. Assim, dá para entender o porquê de um cotidiano tão atarefado. "Não é à toa que ela tem o temperamento tão explosivo. Acontece muita coisa ao mesmo tempo na vida dela", pondera.

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Tradição grega

Apesar de ser brasileira, Safira herdou a singular característica grega de ir do choro ao riso num piscar de olhos. Essa foi justamente uma das coisas em que Cláudia mais se concentrou durante o laboratório que fez para a novela.

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A atriz, junto com boa parte do elenco, se reuniu com a colônia grega em São Paulo e aprendeu sobre os costumes, língua, dança, cultura e temperamento do povo que faz de tudo uma verdadeira "tragédia grega". Peculiaridade que, definitivamente, Cláudia jura não ter. "Ela é muito passional. Aí está uma coisa que eu não sou. Então emprestei a ela minha energia, meu lado comediante", adianta.

Safira é a sétima personagem de Silvio de Abreu interpretada por Cláudia. Há 20 anos, o autor escreve papéis para a atriz tanto no teatro quanto na tevê. Do alto de seus 1,80 metro, ela já viveu os mais diferentes tipos, da transexual Ramona de As Filhas da Mãe à vilã Ângela Vidal de Torre de Babel. "Saber que ele escreve a personagem exclusivamente para mim é ótimo. Ainda mais quando são bons papéis. E a Safira é irrecusável", afirma a atriz.

É justamente na personagem que Cláudia deposita toda a sua energia. Aos 38 anos, ela diz estar na fase mais tranqüila e plena de sua vida. Exatamente quando o marido, o ator Edson Celulari, se despede do "tiozinho" Glauco de América, Cláudia mergulha numa rotina de seis dias de gravação por semana. Mas ela afirma que isso é positivo para a criação dos filhos, Enzo e Sophia, já que um dos dois está sempre disponível para os pequenos. "Por isso sou focada, e quase nunca entro em dois projetos da mesma vez. Gosto de me dedicar muito ao que faço", ensina.

Garota apimentada

Carol Castro jura que nunca teve de disputar o amor de um homem com nenhuma outra mulher. Até mesmo porque a atriz se diz tímida e garante que, na hora da sedução, prefere ficar na sua. "No máximo uma troca de olhares e nada mais", garante. Já na ficção, a história é outra. A sensual Mercedita de Bang bang faz o impossível para conquistar Ben Silver, interpretado por Bruno Garcia. "Ela é uma pimenta! Com aquele jeitinho doce, vai conquistando ele aos poucos", explica.

A atriz conta orgulhosa que, diferentemente das outras vezes, nem precisou passar por testes para conquistar o papel de Mercedita na trama de Bang bang. "Estou sempre me aperfeiçoando. Agora é a oportunidade de provar que eu posso segurar a onda", comemora.

Foi justamente o diretor de núcleo Ricardo Waddington que descobriu Carol.

A primeira aparição da atriz na tevê ainda hoje rende comentários e lembranças. A interesseira Gracinha, vivida por Carol em Mulheres Apaixonadas, exibida em 2003, era para ser apenas uma participação, mas ganhou espaço na história ao atrapalhar o romance de Cláudio e Edwiges, respectivamente Erik Marmo e Carolina Dieckmann. "Era xingada nas ruas e certa vez quase apanhei", recorda a atriz.

Mas se na novela de Manoel Carlos, Carol aparecia em trajes mínimos – na maioria das cenas, a atriz usava biquíni -, agora ela está se acostumando ao figurino de época com saias longas e coloridas. "A Mercedita é muito feminina. O interessante da personagem é que ela é uma menina que tem uma mulher dentro dela", compara.

E, sem dúvida, a intérprete ajuda. Os 53 quilos bem distribuídos em 1,66 m de altura são mantidos com muita malhação e ioga. A rotina de exercícios só foi interrompida quando a atriz teve hepatite durante as gravações de Senhora do Destino, em que interpretava Angélica. "Foi um período complicado, mas agora estou recuperada e já fazendo minha preparação para o Carnaval", conta Carol, que sairá pela segunda vez à frente da bateria da escola de samba Salgueiro.

O que mais chama a sua atenção na personagem?
Ela é extremamente determinada. Uma mulher forte e até selvagem em alguns momentos. Até a maneira com que ela vai encarar a Daiana será muito mais selvagem do que técnica. A Daiana luta como homem, tem toda uma técnica para isso e a Mercedita não. Na verdade, ela é uma menina que cresceu no campo e com uma força interior enorme.

Quais as semelhanças entre você e a Mercedita?
Com a Gracinha, eu descobri um lado sensual que desconhecia. Ela me ajudou nisso. Já a Mercedita tem uma força de vontade enorme. Eu também sou determinada, apesar de não ser tanto quanto ela. Sou meio tímida, mas corro atrás quando quero algo. Mas, diferentemente da Mercedita, gosto de ser conquistada.

O que você espera para a sua carreira daqui para frente?
Tive a minha carreira interrompida várias vezes porque mudei muito de cidade. Morei seis anos em Natal, dois em Bauru, até me fixar no Rio para investir em cursos. Mas o grande barato é curtir cada degrau alcançado. Sei que a cada novela a gente vai crescendo. Mas é preciso ter paciência. Estou num momento profissional muito promissor. Daqui para frente quero me estabilizar e focar no meu objetivo, que é me firmar como atriz. Acho que o caminho é este.

Interação

Estréia hoje, no Fantástico, o quadro Um dos três. Na frente da câmera, três pessoas contam uma mesma história, mas apenas uma realmente vivenciou o caso. Descobrir qual delas foi é o desafio lançado aos telespectadores, que participam por meio de telefonemas e pela internet. O quadro também será exibido com anônimos contando três diferentes histórias. No entanto, apenas uma delas é verdadeira. O Fantástico vai ao ar às 20h30, na Globo.

Opus Dei

O Domingo espetacular de hoje investiga uma das maiores organizações católicas que funciona como uma sociedade secreta, a Opus Dei, uma dissidência da Igreja Católica. A jornalista Andréa Berón entrevistou ex-integrantes da Opus Dei e dois dos autores do livro Opus Dei – os bastidores. A obra foi escrita por três brasileiros que, depois de atingirem o auge da carreira dentro da instituição, decidiram se afastar, mantendo-se entretanto no campo da fé cristã. Às 18 h, na Record.

Cinema

A sessão Oito e meia no cinema – Cinespecial apresenta hoje A hora do rush 2. Os detetives Lee e James Carter entram em ação em Hong Kong. Carter pretendia tirar férias na cidade, mas acabou tendo que investigar o motivo da explosão de uma bomba na embaixada americana. Eles terão que enfrentar vilões perigosos e sair de várias confusões. No elenco estão Jackie Chan, Chris Tucker, John Lone, Alan King, Roselyn Sanchez, Harris Yulin e Zhang Ziyi. Às 20h30, no SBT.

Brasileirão

Para Curitiba, a Record transmite hoje o jogo São Caetano e Vasco, no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. A partida é válida pela 37.ª rodada do Campeonato Brasileiro. A transmissão começa às 15h50, na Record.

Propaganda

O programa Dois a um, apresentado por Mônica Waldvogel, discute hoje o papel da propaganda e sua influência no comportamento dos consumidores. As convidadas são a publicitária Marlene Bregman e a socióloga Ana Lucia Miranda. Elas abordam a mudança da publicidade através dos tempos e o público que ela pretende atingir. O Dois a um vai ao ar por volta da meia-noite, no SBT, logo depois do Todos contra um.

Política

O entrevistado de hoje do Canal Livre é o senador catarinense e presidente do PFL, Jorge Bornhausen. O programa vai ao ar às 23h30, na Band.

Cabelos quentes!

Cabelos quentes. É o que propõe a L’Oréal de Paris para a Primavera-Verão 2004/2005. Os cabeleireiros da indústria que atuam no Brasil e em todo o mundo buscaram inspiração na América Latina e na África para apostar nos vermelhos, acobreados, dourados e no âmbar.

A coleção de tonalidades para a linha profissional se repete nas opções de cores criadas para as marcas Nutrisse e Imedia Excellence, dirigidas a quem pinta os cabelos de forma econômica, em casa. As sugestões das duas linhas chegam este mês às lojas especializadas.

Na coleção dirigida aos profissionais, os especialistas associam os tons vermelhos às mulheres que fazem o estilo ousada e sensual. Ligam os tons acobreados e castanhos com mechas vivas às mulheres sofisticadas e extravagantes, que gostam de ser notadas e querem ser vistas.

Para a mulher que prefere um estilo de vida baseado na liberdade e na busca de aventuras exóticas, os cabeleireiros da L’Oreal recomendam os tons de âmbar dourado, bege e louros.

Loira ideal

Caso você seja uma das milhares de mulheres que costumam aproveitar a estação para clarear os cabelos, e ficar loira como a atriz Ludmila Dayer, do SBT, preste atenção nas dicas dos especialistas. Eles dizem que para não ficar nem muito claro, nem muito escuro, é preciso escolher a tonalidade de acordo com o seu tipo de pele.

Pele branca – é recomendado que você escolha tons de champanhe ou bege.

Peles claras e sardentas – pedem que as tintas sejam em mel e dourado.

Pele amarelada – escolha entre loiro-acobreado e mel.

Tons de pele morenos – ficam bem com loiro-escuro e dourado.

Descolada

Garotas e mulheres descoladas podem se manter na primavera-verão com os cabelos coloridos em tons fortes, um dia considerados impensáveis para os cabelos: azul, amarelo, vermelho e rosa. Quem não quiser se jogar de cabeça, e preferir apenas um pouquinho, pode apostar nas mechas temporárias.

Elas são coladas com queratina, como se faz no alongamento de fios. As mechas de cabelo natural ou sintético são coladas a um centímetro da raiz do cabelo. O aplique custa em torno de R$ 15,00 por mecha e pode durar até seis meses. Só não serve para quem usa chapinha, que derrete os fios. Secador só de longe.

Soluções

Diversos tratamentos ajudam a melhorar a aparência dos cabelos ressecados, desnutridos, quebradiços e fracos. Confira os casos em que há a possibilidade de você resolver o problema com uma visita mensal de meia hora ao cabeleireiro, investindo cerca de R$ 40,00 pela aplicação, que já inclui produtos específicos. Xampus, condicionadores e cremes especiais para o problema ajudam no tratamento em casa.

Sem brilho – a técnica recomendada é a hidratação dos fios.

Oleosos – a gomagem capilar limpa o couro cabeludo.

Embaraçados – a cauterização fecha os fios rachados.

Pontas fracas – a chamada reconstrução enrijece os fios quebradiços.

Cabelos volumosos – a escova à moda francesa inclui a aplicação de produtos à base de proteínas e ervas, escova com secador e chapinha com mechas pequenas.