Louise Araujo – PopTevê

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Linda, loura e requisitada. A vida profissional de Luize Altenhofen na Band parece ir muito bem, obrigada. Conhecida do público desde 2001, quando estrelou um comercial de cerveja, desde o ano passado ela está no comando do Band esporte clube e vem ganhando cada vez mais espaço na emissora. Afinal, além de permanecer na produção, ela foi escolhida para cobrir o Carnaval 2008 em Olinda. ?Acho que foi uma grande sacada ampliar esse horizonte da transmissão. A Band inovou mais uma vez?, valoriza ela, que já bateu ponto anteriormente na Globo e no canal pago Sportv, sempre envolvida com jornalismo esportivo. ?Adoro trabalhar com isso. Por isso fico feliz com o programa, que me proporciona continuar nessa linha?, vibra.

Além da felicidade com a oportunidade, Luize comemora também as novidades no semanal. As alterações não serão tão numerosas, mas devem chamar atenção a começar pelo horário. Exibido atualmente nas noites de sábado, a partir do dia 8 de março o programa será apresentado mais cedo e ficará mais tempo no ar: das 13h às 15h. A nova fase do Band esporte clube também vai mostrar os apresentadores botando o pé na estrada e a mão na massa. Traduzindo: a partir da próxima semana, Luize e o colega Guilherme Arruda poderão ser vistos ainda mais próximos das práticas esportivas inclusive as pouco convencionais. ?Faremos reportagens especiais praticando todos os esportes. Todos mesmo, inclusive os radicais!?, empolga-se a gaúcha descendente de alemães, filha de professores de educação física e que teve os exercícios como hábito ?desde o berço?, como ela mesma define.

?O esporte sempre esteve presente na minha vida e foi fundamental para eu alcançar tudo o que consegui até hoje?, enfatiza.

Por vários ângulos

Fabíola Tavernard – PopTevê

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A primeira notícia que Guilherme Gorski recebeu após o teste para Duas caras não foi nada boa. Inicialmente testado para viver o Bernardinho, o ator foi avisado de que o papel caberia a outro ator. No caso, o também estreante Thiago Mendonça. Mas a decepção durou pouco. Logo ele foi avisado por Wolf Maya que viveria o cineasta Duda, responsável por transformar as histórias da Portelinha em um filme. Apaixonado por cinema, o ator se interessava pela sétima arte desde a infância e, curioso, não perdia a oportunidade de aprender sobre tal universo. Mesmo assim, sentiu uma certa insegurança ao saber que interpretaria um documentarista na trama de Aguinaldo Silva. Afinal, registrar a realidade é, muitas vezes, mais difícil que a ficção. ?Aprendi técnicas de abordagem, comunicação e como ser imparcial. Para mim, os documentários eram um mundo novo?, diz.

Na história, Duda é sobrinho de Eva, personagem de Letícia Spiller. Apaixonado por cinema, desde o início da trama ele está engajado, ao lado de Júlia, vivida por Débora Falabella, a produzir um documentário sobre a fictícia favela da Portelinha. Embora demonstre, na maioria das vezes, um bom caráter, o moço já deu suas ?escorregadas?. Quando ainda era apaixonado pela colega de trabalho, ele gravou o fatídico beijo entre Guigui, de Marília Gabriela, e Evilásio, de Lázaro Ramos, que quase culminou na separação definitiva de Júlia e Evilásio. ?A intenção de Aguinaldo era, desde o início, mostrar que todo mundo tem duas caras?, defende. Mas Duda se ?redimiu? e agora só tem olhos para Clarissa, interpretada por Bárbara Borges.

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Aos 22 anos, o ator nascido em Itapeva, interior de São Paulo, diz que recebeu como uma grande responsabilidade o fato de estrear na tevê em uma novela das oito. Para ele, um ótimo começo, já que sonhava com a carreira desde a infância. No colégio, ele fazia aulas de interpretação, canto e dança, até resolver, aos 18 anos, deixar sua cidade natal e ir para São Paulo estudar. ?Fui me profissionalizar e aprender sobre o universo do cinema e da tevê?, reforça ele, que estudou na Escola de Atores Wolf Maya. O teatro também sempre esteve presente na vida do ator, que faz parte da Companhia de Teatro de Janela.

Entusiasmado com a carreira, Guilherme pontua que o início na profissão é sempre complicado, principalmente no lado financeiro. ?É difícil conseguir estabilidade. No teatro, então, é pior ainda?, pondera, jurando que já sente os ?efeitos? da exposição imposta pela tevê.

O ator diz que no começo era tranqüilo, mas bastaram alguns meses no ar para a coisa mudar. ?Hoje, penso duas vezes antes de sair de casa?, exagera.

Tempo de redenção

Fabíola Tavernard – PopTevê

A década de 80 foi marcante para Dan Stulbach, o Léo de Queridos amigos. Adolescente, ele viveu cercado de acontecimentos importantes na política brasileira, como o movimento das Diretas Já. Foi também nesse tempo que ele entrou na Escola de Artes Dramáticas da USP, o que, naturalmente, o levou a participar de seu primeiro comício político. ?Foi a época mais intensa da minha vida. Vi, aprendi muitas coisas e tive influências que me tornaram o que sou?, conta.

Por aí dá para se ter uma idéia do que representa para o ator de 38 anos protagonizar uma minissérie que busca retratar justamente este período. ?É raro e satisfatório trabalhar um texto que permite ser profundo na tevê?, comemora. Na história, Léo é um escritor e publicitário que, após levar uma vida sem maiores apegos, se vê diante de uma doença que lhe dá conta de sua finitude: a esclerose múltipla. Na época, ainda não havia tratamentos eficientes para o problema, e seu diagnóstico era como uma sentença de morte. Diante disso, e tomado por uma profunda nostalgia, ele resolve reunir um grupo de amigos que vivenciou e sofreu junto as agruras da ditadura militar. ?Em um ato de rebeldia, ele desiste de lutar contra a doença para fazer da vida que lhe resta algo que valha a pena?, explica.

Para retratar a fragilidade do personagem, Dan emagreceu cerca de cinco quilos durante as gravações para que no final da trama fiquem ainda mais visíveis os efeitos da doença. Emotivo, Dan mal disfarça as lágrimas ao dizer que, assim como na história, é bastante ligado aos amigos. O ator garante ainda manter várias amizades dos tempos de colégio. Um exemplo disso é o programa Fim de expediente, que comanda na Rádio CBN ao lado de três amigos de escola, José Godoy, escritor, Rodrigo Bueno de Moraes, dentista, e Luís Gustavo Medina, economista.

Quando terminarem as gravações Queridos amigos, que fica no ar até 28 de março, Dan pretende voltar ao teatro e estudar as propostas que recebeu para fazer um filme e uma novela. Sem revelar os trabalhos, ele diz ter cada vez mais certeza de que é preciso fazer uma ?seleção? antes de encarar qualquer projeto. ?A minissérie, que não é feita para ser popular nem tem as chaves de um folhetim, me mostrou que só devo fazer o que me preenche. Não é um trabalho feito para ter audiência, e sim para emocionar. Isso se aproxima mais da arte e do que eu acredito?, encerra.

Em outras passarelas

Carla Neves – PopTevê

De início, o que chama atenção em Letícia Birkheuer, a ardilosa enfermeira Raquel de Desejo proibido, é sua beleza exótica. Depois de alguns minutos de conversa, é a seriedade da gaúcha de Passo Fundo para falar sobre a carreira de atriz que passa a se destacar. Ex-top model e estrela de coleções de renomados estilistas da Europa e dos Estados Unidos, a vida de Letícia corria tranqüila em Nova York, onde morava, até o dia em que foi convidada para participar de um teste para a novela Belíssima, exibida na Globo em 2006. ?Caí de pára-quedas ali. Em 20 dias, me mudei de Nova York para o Rio, virei atriz e passei a fazer novela?, conta ela, que, desde então, foi ?seduzida? pelos estúdios de televisão.

Apesar de ainda se sentir ?engatinhando? na nova profissão, a decisão de trocar as passarelas pelos estúdios foi muito bem pensada. Pelo menos é o que garante Letícia. ?Na carreira de atriz, você não é avaliada pela quantidade de rugas do seu rosto. Já na carreira de modelo, a idade pesa?, compara a bela descendente de alemães. Satisfeita com a tevê, Letícia, que comemora seu segundo papel de destaque em novelas o primeiro foi a mimada Érica de Belíssima , admite, contudo, que ainda precisa de muita ?hora de vôo? para se sentir totalmente à vontade em cena. ?Acho que nunca vou chegar para um papel novo e achar tranqüilo e seguro?, confessa.

?Em 20 dias virei atriz?

Como foi a transição de modelo para atriz?

Não pensava em largar tudo de uma hora para outra. É claro que morria de vontade de morar no Brasil e ganhar o que ganhava lá fora, mas ia trabalhar com o quê aqui no Brasil para ganhar aquilo? Era uma escolha difícil. Já estava pensando na hora de tentar outra carreira, mas com calma. Aí, quando me chamaram para fazer o teste para Belíssima, resolvi tentar. Passei e tudo mudou. Em 20 dias me mudei de Nova York para o Rio e virei atriz.

O que mais te atraiu na nova carreira?

O fato de você não ser avaliada pela quantidade de rugas no seu rosto. Você passa de mocinha à mãe e de mãe à avó. É claro que não tenho o mesmo retorno financeiro como atriz que tinha quando era modelo. E, sinceramente, acho que não vou conseguir nunca. Ou, pelo menos, não tão cedo. Por isso, pensei muito antes de largar uma carreira de dez anos em um país onde vivia há oito. Mas desejava uma vida mais calma. O que pesou também foi o fato de eu não saber até quando teria contratos como aqueles. Já estou com 29 anos. Não pedi para fazer um teste para a novela. Surgiu o convite e tive de disputar a vaga com mais de 200 modelos.