Entre as inúmeras relações de consumo realizadas pelos consumidores durante a sua vida, certamente as mais sensíveis sejam aquelas que envolvem planos de saúde e os chamados ‘prestadores‘, como laboratórios, clínicas e hospitais.

Em relação à esses últimos, além da observância de todos os procedimentos que envolvem um internamento para tratamento de uma doença, por exemplo, está o desafio de lidar com os familiares de um usuário que esteja internado, o que fica ainda mais complicado, se o internação for em uma UTI, onde ficam os pacientes que estão em estado mais crítico.

É certo que podem e devem ser estipulados horários de visitas, aos quais os familiares devem se submeter, afinal se trata de situações graves.

Todavia, é certo também, que os profissionais que atuam nesses espaços – médicos, enfermeiros, técnicos e atendentes – devem estar preparados para lidar com angústia de familiares, parentes ou amigos, enfim, com aquelas pessoas que mantenham algum vínculo com o paciente.

Essa não é uma tarefa fácil, pois requer desde o preparo para traduzir, em linguagem de fácil compreensão o que está acontecendo com o paciente, até a sensibilidade para, em situações extremas, informar que, do ponto de vista da medicina, não há mais o que fazer. E a isso corresponde o direito à informação previsto expressamente no Código de Defesa do Consumidor.

O que não podemos perder de vista, sobretudo, que o consumidor é sempre vulnerável e em situações como essa, tanto paciente, como seus familiares que, a depender das circunstâncias, podem ser considerados consumidores por equiparação, têm seus direitos assegurados pelo CDC.

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